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terça-feira, 15 de março de 2011

C.R. Vasco da Gama

Em pé: Rafanelli, Barbosa, Ely, Jorge e Danilo Alvim
Agachados: Djalma, Maneca, Friaça, Tuta e Chico
Esquadrão vascaíno no jogo do Torneio Quadrangular de Belo Horizonte, Vasco da Gama 2 x 4 América Mineiro.

AMÉRICA MINEIRO (MG) 4 X 2 VASCO DA GAMA (RJ)
DATA: 27/05/1948
Torneio Quadrangular
Local: Otacílio Negrão de Lima / Belo Horizonte
Renda: Cr$ 305.245,00.
Árbitro: Mário Gonçalves Vianna (RJ)
Gols: Friaça 30, Valsechi 72, Jorge Vilela 75, Murilinho 80, Friaça 87 e Hélio 89'
AMÉRICA: Tonho; Didi e Lusitano; Humaitá, Lazarotti e Jorge Vilela; Hélio, Petrônio, Valsechi, Nandinho e Murilinho / Ténico: Iustrich
VASCO DA GAMA: Barbosa; Augusto e Rafanelli; Eli, Danilo e Jorge; Djalma, Maneca (Dimas), Friaça, Tuta (Ademir Menezes) e Chico / Ténico: Flávio Costa.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

C.R. Vasco da Gama

Em pé: Ferreira, Bouglêux, Pedro Paulo, Brito, Ananias e Jorge Luís
Agachados: Nado, Valfrido, Nei, Danilo Menezes e Silvinho

Esquadrão vascaíno de 1968

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

C.R.Vasco da Gama


Em pé: Ita, Joel, Brito, Maranhão, Barbosinha e Dario
Agachados: Sabará, Viladonega, Saulzinho, Lorico e Ronaldo.

Equipe vascaína Campeã Invicta do Torneio Pentagonal do México de 1963

Campanha
10-jan-1963 1x0 América (MÉXICO) / Saulzinho
17-jan-1963 5x0 El Oro (MÉXICO) / Maranhão, Lorico, Sabará, Villadoniga, Saulzinho Ronaldo
20-jan-1963 1x1 Guadalajara (MÉXICO) / Ronaldo
31-jan-1963 1x1 Dukla Praha (REPÚBLICA TCHECA) / Mário

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

C.R.Vasco da Gama

Em pé: Carlos Germano, Alê, Alexandre Torres, Pimentel, Sídnei e Cássio
Agachados: Valdir, Carlos Alberto Dias, França, Gian e Bismarck

Vasco da Gama, campeão da Taça Rio de 1993 após decisão contra o Fluminense.

VASCO DA GAMA (RJ) 1 X 1 FLUMINENSE (RJ)
Data : 06/06/1993
Campeonato Estadual
Local : Estádio Do Maracanã / Rio De Janeiro
Arbitro : Aloísio Viug Público : 24.043
Gols : Valdir 11 e Ézio 22/1º
Expulsão : Valdir (Vasco)
VASCO DA GAMA: Márcio, Pimentel, Alê, Alexandre Torres, Cássio, França, Leandro, Geovani, Bismarck (Sídney), Gian (Hernande) e Valdir / Técnico : Joel Santana
FLUMINENSE- Ricardo Pinto, Júlio César, Luís Fernando, Luís Eduardo, Lira, Pires (Serginho), Chiquinho, Macalé (Julinho), Sérgio Manoel, Vagner e Ézio

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

C.R. Vasco da Gama

Em pé: Marcelo, Paulinho de Almeida, Brito, Odmar, Barbosinha e Pereira
Agachados: Joãozinho, Altamiro, Célio, Lorico e Milton
Crédito: Site Oficial do Club de Regatas Vasco da Gama

Marcelo
O ex-goleiro Marcelo Antônio de Araújo Cunha, o Marcelo, nasceu em Itanhandu, sul de Minas Gerais, no dia 04 de novembro de 1938. Começou a carreira no Yuracan de Itajubá em 1958, e passou depois por São Paulo, Palmeiras, Ferroviário de Botucatu, Bonsucesso e Vasco, onde encerrou a carreira em 1964. Atualmente mora em Uberlândia, onde aposentou-se como engenheiro. Trabalhou durante 25 anos na IBM Brasil. Tem dois filhos (Marcelo Júnior e Mônica) e quatro netos.

Seu maior orgulho no futebol foi ter atuado no Vasco ao lado de grandes jogadores como Brito, Fontana, Écio, Lorico, Alcir Portela, Maranhão, o saudoso Sabará e Célio. No entanto, foi também com a camisa cruzmaltina que entrou para a história devido a um fato inusitado.

Em um clássico contra o Flamengo no Maracanã, realizado no dia 27 de agosto de 1964, desentendeu-se ao final do primeiro tempo com o técnico Eli do Amparo, que o havia acusado de falhar no gol que decretou o empate rubro-negro. Durante o intervalo, ambos precisaram ser contidos pelos companheiros para não brigar no vestiário. Na etapa final, logo após sofrer um gol marcado pelo meia Nelsinho, Marcelo dirigiu-se ao banco de reservas e pediu para ser substituído. Alegou descontrole emocional. A partida ficou paralisada por mais de 15 minutos, com atletas dos dois times pedindo para que reconsiderasse a decisão. No entanto, de nada valeram os apelos. O goleiro deixou o gramado aplaudido de pé por mais de 90 mil pessoas. Após esta partida, encerrou a carreira.

O fato gerou inúmeras crônicas, uma delas escrita por Dom Marcos Barbosa. “Uma Rosa do Povo” faz uma comparação entre Marcelo e o senador americano Bob Kennedy, bastante aplaudido em um encontro nos EUA durante a campanha presidencial. Marcelo emoldurou esta crônica e a expõe a quem visita sua residência.

Em 1970, ao se formar em Engenharia, o ex-goleiro convidou Barbosa pessoalmente para prestigiar a entrega do diploma. O encontro acabou gerando inspiração ao imortal, que tempos depois escreveu outra crônica batizada como "Uma Crônica no Quadro".

terça-feira, 21 de julho de 2009

C.R. Vasco da Gama

Em pé: Hélio, Dario e Coronel; Mirim, Orlando e Beto
Agachados: Pedro Bala, Zizinho, Ademir, Pinga e Sílvio Parodi.

Esquadrão vascaíno de 1956 com o mestre Zizinho com a camisa do Vasco ao lado do pernambucano Ademir, uma das celebridades do futebol brasileiro na metade do século passado. A foto, datada de 27 de dezembro de 1955, é de um amistoso internacional disputado no Maracanã: Independiente, da Argentina, 4x1 Vasco da Gama.

Uma outra curiosidade, está ligada ao futebol de Pernambuco: além de Ademir, ocupando o centro da foto, na fila de trás, lado a lado, Coronel e Mirim, dois futuros campeões pernambucanos, pelos rivais Náutico e Sport respectivamente. Coronel, campeão alvirrubro no primeiro ano da jornada do Hexa, em 63; Mirim, no bicampeonato do time da Ilha do Retiro, conquistado na década anterior, em 1956.

Fonte: http://www.nopedaconversa.com.br

sábado, 27 de junho de 2009

C.R. Vasco da Gama

Em pé: Milton Mendes, Roberto Costa, Ivan, Airton, Nenê e Vitor
Agachados: Mário Tilico, Gilberto, Cláudio Adão, Geovani e Silvinho

Esquadrão do Vasco da Gama em 1985 no Campeonato Brasileiro onde um dos destaques era o goleiro Roberto Costa duas vezes ganhador do troféu Bola de Prata da revista Placar e o extraordinário atacante Cláudio Adão em sua segunda passagem pelo clube.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

C.R. Vasco da Gama


Em pé: Barbosa, Haroldo, Augusto, Danilo, Jorge e Ely do Amparo
Agachados:Edmur, Ipojucan, Ademir, Maneca e Chico.

Esquadrão vascaíno de 1953 que consta nesta formação com o malabarista Ipojucan, um dos maiores jogadores do futebol brasileiro.

Ipojucan
Nome: Ipojucan Lins de Araújo
Nascimento: 3/6/1926, Maceió-AL
Falecimento: 19/6/1978, São Paulo-SP
Período: 1944 a 1953
Posição: Atacante
Apesar de ter sido um dos jogadores mais altos do seu tempo, com 1,90m, Ipojucan era um meia habilidoso e criativo, comparado por muitos a um malabarista com a bola. Seus dribles de efeito, passes de calcanhar e lancamentos inteligentes eram sensacionais e, gracas as suas jogadas surpreendentes, Ademir marcou dezenas de gols. Alem disso, Ipojucan tambem sabia fazer gols. Arredio, detestava treinar e era psicologicamente fragil. Durante o intervalo da final do campeonato estadual de 1950, nao queria voltar a campo alegando sentir-se mal, mas foi forcado debaixo de safanoes do tecnico Flavio Costa. Mesmo alheio a partida, caido pela ponta direita, deu um magnifico passe para Ademir marcar o gol do titulo. Depois de participar da conquista de varios titulos pelo Vasco, e de integrar a selecao brasileira, foi para a Portuguesa de Desportos.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

C.R. Vasco da Gama

Em pé: Dino, Eli do Amparo, Berascochea, Augusto, Rodrigues, Rafagnelli e o técnico Ondino Vieira
Agachados: o massagista Mário Américo, Santo Cristo, Ademir de Menezes, Isaías, Jair Rosa Pinto e Chico
Crédito: www.miltonneves.com.br

Esquadrão vascaíno do expresso da vitória campeão carioca de 1945 ao empatar com o Flamengo.

Ondino Viera
Foi um treinador uruguaio de futebol que nasceu em Montevidéu no dia 10 de Novembro de 1901 e faleceu na mesma cidade em 28 de junho de 1997.

Um dos técnicos de mais longa carreira da história do futebol sul-americano.Começou a se destacar no River Plate, com qual foi bi-campeão argentino em 1936/37.

Mas foi no futebol brasileiro, mais especificamente no carioca, que militou com muito destaque, trazendo inovações táticas e sendo muito lembrado na história do Clube de Regatas Vasco da Gama por ter introduzido a faixa na camisa do clube cruzmaltino.

No Rio de Janeiro treinou além do Vasco as equipes do Botafogo, Fluminense e Bangu.Em seu país natal dirigiu as duas principais equipes: Peñarol e Nacional.

Foi o treinador da Celeste Olímpica na Copa do Mundo de 1966. Era pai do futebolista Milton Viera,que atuou no mundial da Inglaterra.

Títulos
Campeão argentino em 1936 e 1937 com o River Plate.
Campeão carioca com o Fluminense em 1938, 1939 e 1941.
campeão carioca com o Vasco da Gama em 1945.
campeão uruguaio com o Nacional em 1955, 1956 e 1957.

Fonte: wikipedia

segunda-feira, 4 de maio de 2009

C.R. Vasco da Gama

Em pé: Oncinha, Figliola, Rubens, Alfredo II, Sampaio e Argemiro
Agachados: Djalma, Lelé, Isaías, Jair e Chico.

Esquadrão do Vasco da Gama campeão do Torneio Ínicio de 1944 derrotando o Flamengo na final. Com a entrada depois de alguns jogadores estava formado o imbatível Expresso da Vitória que deteve a hegemonia no futebol carioca por alguns anos e servia de base para a Seleção Brasileira.
O Gigante da Colina estava mesmo impossível no começo da temporada de 1944. Uma semana depois de levantar o título de campeão do Torneio Relâmpago, na disputa do tradicional Torneio Início, a equipe de São Januário adicionava mais uma taça à sua sala de troféus. Jogando em seu estádio, o Almirante passou por Bangu e Madureira, até chegar à finalíssima novamente diante do time da Gávea. Curiosamente, foi o mesmo Rubro-negro o time batido por goleada (5 x 2) no domingo anterior, no jogo que definiu o Relâmpago.

Enfrentando os Mulatinhos Rosados banguenses na 1ª rodada, os vascaínos massacraram os adversários, metendo 5 a 0 nos vinte minutos jogados, o que deu uma média de um gol a cada quatro minutos de bola rolando. Lelé foi o autor de dois gols, completando o placar Chico, Isaías e Djalma. Na rodada seguinte, já na semifinal do torneio, o inimigo seria o Madureira, que já havia eliminado Bonsucesso e Fluminense. Não foi surpresa, então, o que foi visto: o confronto com o Tricolor Suburbano acabou sendo o mais difícil daquela tarde. Nos vinte minutos regulamentares, 0 a 0, sem sequer um escanteio para desempatar a peleja. Na primeira prorrogação de dez minutos, a igualdade absoluta permaneceu. Somente no segundo prolongamento – mais dez minutos –, Ápio, zagueiro do Madura, foi infeliz em um corte e acabou cedendo o córner que decidiu a partida.

Na decisão do Início, o Vasco estaria enfrentando o grande rival Flamengo, que havia já eliminado Botafogo e América da competição. Na primeira meia hora de jogo, Chico abriu o marcador, mas Floriano empatou. Na etapa derradeira, Jair pôs o time cruzmaltino novamente em vantagem e Isaías, em uma arrancada de mais de 40 metros, selou a vitória, colocando ponto final no placar. Club de Regatas Vasco da Gama campeão! Olha o Expresso chegando...

VASCO DA GAMA (RJ)3 X 1 FLAMENGO (RJ)
Data: 26/03/1944
Local: Estádio São Januário
Hora: 16h55min
Renda: CR$ 55.086,90
Público: 10 mil (aproximadamente)
Árbitro: Belgrano dos Santos
Gols: Chico-VAS e Floriano no 1º tempo; Jair-VAS e Isaías-VAS no 2º tempo.
VASCO DA GAMA: Oncinha, Rubens, Sampaio; Alfredo II, Figliola, Argemiro; Djalma, Lelé, Isaias, Jair e Chico. Técnico: Ondino Viera.
FLAMENGO: Jurandyr, Pedrinho, Artigas; Caxambu, Bria, David; Lupércio, Floriano, Pirillo, Perácio e Jarbas. Técnico: Flavio Costa.

quinta-feira, 19 de março de 2009

C.R. Vasco da Gama

Crédito: http://www.netvasco.com.br/mauroprais/vasco/anjotorto.html

Sim, Mané Garrincha, o maior ponta-direita do mundo de todos os tempos, tambem teve o seu dia de vascaíno.
É fato conhecido e às vezes mencionado que, antes do início da sua carreira, Garrincha foi levado para um teste em São Januário, mas não o deixaram treinar porque não tinha trazido chuteiras. Todavia um fato virtualmente esquecido e ignorado da história do futebol é que em 1967, já com a sua carreira entrando em declínio, Garrincha foi emprestado ao Vasco pelo Corinthians. O clube paulista era o dono do passe do jogador e estaria disposto a cedê-lo em definitivo de graça. O ponta permaneceu em São Januário por um período curto, em que ficou praticamente todo o tempo treinando, tentando recuperar a forma. A direção do clube, inicialmente, não se mostrou disposta a dar-lhe uma chance, mas os jogadores, representados pelo capitão do time, o zagueiro Brito, fizeram um pedido especial que foi aceito.

A estréia oficial de Garrincha estava programada para a primeira rodada da Taça Guanabara contra o Bangu. Antes, a prova de fogo para avaliar a sua recuperação seria num amistoso contra a seleção da cidade de Cordeiro (RJ). Porém, Mané se machucou na véspera do amistoso e jogou no sacrifício, agravando a contusão. Mesmo assim, ele jogou os 90 minutos e marcou um gol de falta, o primeiro e único seu com a camisa cruzmaltina. A estréia contra o Bangu acabou não acontecendo e Garrincha jamais disputaria outro jogo pelo Vasco.

O amistoso em Cordeiro foi realizado em homenagem ao Sr. João Beliene, na época o único fundador do Vasco ainda vivo. O Vasco, que recebeu cota de NCr$600,00, enviou um time misto de reservas, juvenis, jogadores em experiência e potenciais titulares, além de Garrincha.

Vasco 6 x 1 Seleção de Cordeiro
Data: 20/7/1967
Local: Cordeiro (RJ)
Juiz: Vander Carvalho
Renda: NCr$ 2.727,25
Primeiro tempo: 4 x 0
Gols: Bianchini 15', Bianchini 18', Zezinho 21', Bianchini 35' do 1o. tempo; Milano(Sel. Cordeiro) 10', Garrincha 20', Valfrido 35' do 2o.
Vasco: Édson Borracha (Celso); Djalma, Ivan (Joel), Álvaro e Almir; Paulo Dias e Ésio; Garrincha, Bianchini (Sílvio), Zezinho (Valfrido) e Okada (William). Técnico: Gentil Cardoso.

Fonte: http://www.netvasco.com.br/mauroprais/vasco/por1dia.html#garrincha

sábado, 14 de março de 2009

C.R. Vasco da Gama

Em pé: Sampaio, Mário, Nestor, Ismael, Ely, Danilo, Jorge, Moacir, Barbosa, Flavio Costa, Rafagnelli e Augusto
Agachados: Mário Américo, Friaça, Maneca, Dimas, Lelé, Chico e Djalma.
Crédito: www.netvasco.com.br

Esquadrão vascaino recebendo as faixas de Campeão Carioca Invicto de 1947, em São Januário, na segunda partida contra o Palmeiras, na disputa pelo Troféu Mito, valendo a Taça dos Campeões de Rio e São Paulo.

O Vasco da Gama ganhou por 3x1 Palmeiras, jogo no dia 10 de Janeiro de 1948.

quarta-feira, 11 de março de 2009

C.R. Vasco da Gama


1923 - O PRIMEIRO TÍTULO LOGO NA ESTRÉIA ENTRE OS GRANDES

Em 1923 o time entrou na disputa pelo título principal do futebol da cidade. O Vasco, um clube desacreditado, vinha de um campeonato em que os oponentes eram times fracos. E enfrentaria os grandes, como Flamengo, Fluminense, Botafogo e América.

Mas um fato despertou curiosidade. Enquanto os times que disputavam a Série A eram formados exclusivamente por jovens da elite carioca, o Vasco chegava ao campeonato recheado de jogadores negros e de operários, todos arrebanhados nos terrenos baldios dos subúrbios cariocas. O técnico Ramón Platero submetia os jogadores a um ritmo alucinante de treinos, fazia-os correr diariamente do campo do Vasco, então na Rua Morais e Silva, na Quinta da Boa Vista, até a Praça Barão de Drumond, em Vila Isabel. Os demais grandes, apesar de instigados, não notaram a força do time do Vasco.

Depois de um empate em um gol com o Andaraí, em General Severiano, a nau vascaína se aprumou no campeonato e foi esmagando seus adversários, sempre utilizando uma técnica infalível. Como o preparo físico do time era evidentemente superior ao dos outros, Platero fazia seu time levar o primeiro tempo em ritmo lento, para, no segundo, arrasá-los. Todas as 11 vitórias no campeonato foram alcançadas nos últimos 45 minutos.

No fim do primeiro turno, o Vasco já apresentava números assustadores para os adversários: seis vitórias e apenas um empate, na estréia no campeonato. A equipe cruzmaltina seguia seu caminho de sucesso também no segundo turno, quando encontrou pela frente seu já conhecido rival de Regatas, o Flamengo. Na primeira vez na história em que os dois times se enfrentaram, no turno anterior, o Vasco chegara à vitória pelo marcador de 3 a 1. Os camisas pretas - apelido dado aos jogadores vascaínos por causa do uniforme - vinham massacrando seus adversários e o time rubro-negro seria apenas mais um a cair.

Domingo, 8 de julho de 1923. O título Clássico dos Milhões, que mais tarde nomeou o confronto entre os dois rivais, já poderia ter sido inventado naquela tarde, no campo do Fluminense, na então Rua Guanabara.

A Liga Metropolitana, responsável pela organização do campeonato e de olho na grande arrecadação, pos ingressos demais à venda. O resultado foi contado nos jornais da época. " Mais de 35 mil pessoas, sem exagero, encheram as vastas dependências do tricolor", escreveu "O Imparcial". Com todos os espaços reservados ao público preenchidos, muitos torcedores pularam a grade que separava o campo para assistir ao jogo da pista de atletismo. O interesse naquela partida era justificável: os vascaínos vinham vencendo todos os clubes cariocas e o que se viu naquela tarde foi uma reunião de torcedores de todos os times contra os terríveis camisas pretas.

O Flamengo largou na frente e logo depois ampliou a vantagem para 2 a 0. No início do segundo tempo Cecy diminuiu, mas em seguida os rubro-negros ampliaram o marcador. A quatro minutos do fim Arlindo descontou mais uma vez para o Vasco, deixando o marcador em 3 a 2. Na seqüência, houve uma forte pressão dos vascaínos, mas o Flamengo conseguiu sustentar o resultado. O jogo criou uma polêmica histórica. Os cruzmaltinos afirmam, até hoje, ter havido um terceiro gol, mal anulado pelo árbitro. Mas não há qualquer registro desse lance na imprensa carioca.

Resta a dúvida na cabeça de alguns vascaínos: será que, como a torcida que lotava o estádio, os jornalistas também torciam contra os camisas pretas? No entanto, a derrota para o rival não abalou a confiança do Vasco que partiu com tudo para buscar o título.

Bem alimentados pelas refeições que faziam no restaurante Filhos do Céu, na Praça da Bandeira, e bem dispostos, graças ao repouso oferecido no dormitório do Clube, os jogadores cruzmaltinos enfrentaram, a seguir, América, Fluminense e São Cristóvão. Rubros e tricolores caíram na mesma tática das demais vitórias vascaínas e foram liquidados, no segundo tempo, pelo suficiente placar de 2 a 1. Uma vitória sobre o São Cristóvão, na penúltima rodada, daria o título por antecipação aos cruzmaltinos. Por isso mesmo, o adversário partiu para cima e marcou primeiro, ampliando a vantagem logo a seguir. Com 2 a 0 no placar, o público que torcia contra o Vasco acreditava que a parada estava ganha. Contudo, mais uma vez, a estratégia de Ramón Platero funcionou e, na etapa final, o time entrou com mais fôlego e virou a partida para 3 a 2, com um gol de Cecy e dois de Negrito.

Os camisas pretas, no seu ano de estréia na Série A da Primeira Divisão, tornavam-se campeões com todos os méritos possíveis, com o seguinte time base: Nélson, Leitão e Mingote, Nicolino, Claudionor e Artur, Pascoal, Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito.

Fonte: http://vascaomultimidia.multiply.com/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

C.R. Vasco da Gama

Em pé: Augusto, Barbosa, Rafagnelli, Danilo, Jorge e Eli
Agachados: Djalma, Maneca, Friaça, Lelé e Chico

Crédito: http://voudekombi.blogspot.com/

Esquadrão do Clube de Regatas Vasco da Gama que sagrou-se campeão invicto do Sul-Americano de Clubes Campeões em 1948 no Chile

O inesquecível Expresso da Vitória conquistou o primeiro título internacional de um clube brasileiro e, de quebra, assegurou o primeiro caneco do futebol nacional no exterior. Em 1997, a Conmebol reconheceu o título, considerando o Vasco campeão sul-americano. O time foi ao Chile por ter conquistado o Carioca de forma invicta em 1947. O Colo Colo, além de campeão chileno do ano anterior, era o anfitrião. River Plate e Nacional detinham títulos argentino e uruguaio, respectivamente. Emelec(EQU), Litoral(BOL) e Municipal(PER) eram os outros participantes. Depois de estrear com vitória de 2 a 1 sobre o Litoral, o Vasco enfrentou o Nacional. Os uruguaios não seguraram o Expresso da Vitória, que aplicou inapeláveis 4 a 1. Jogadores que cravaram seus nomes na história do Clube da Colina e do futebol brasileiro, como Ademir de Menezes e Friaça, deixaram suas marcas na goleada. Na seqüência, foi a vez de o Municipal sentir a força do Expresso.
A goleada de 4 a 0, com dois gols de Friaça, foi a terceira vitória em três jogos. A partida seguinte, contra os equatorianos do Emelec, terminou com vitória vascaína por 1 a 0. O excelente início de competição permitiu ao Vasco chegar bem posicionado na tabela às duas partidas finais, contra Colo Colo e River Plate. Contra os chilenos, empate em 1 a 1. Finalmente, em 14 de março de 1948, uma nova igualdade, em 0 a 0 com os argentinos, bastou para a conquista do campeonato. Na classificação final, o Vasco somou dez pontos, um a mais do que o River Plate e dois à frente do Nacional. Luiz Mendes, comentarista da Rádio Globo e enviado da emissora ao Chile para cobrir o campeonato, deu a medida da importância da conquista vascaína: “O futebol brasileiro não havia, até 1948, conquistado um título internacional fora de casa.
O Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões foi sem dúvida um grande feito do grande Clube de Regatas Vasco da Gama”, disse o comentarista da palavra fácil. O Vasco faturou a Taça com um timaço de dar inveja nos mais fortes adversários: Barbosa, Augusto e Wilson(Raffaneli); Eli, Danilo Alvim e Jorge; Djalma, Maneca(Lelé), Friaça(Dimas), Ismael(Ademir) e Chico.

Jogos do Vasco
14/02/1948: Vasco 2x1 Litoral(Bolívia)
18/02/1948: Vasco 4x1 Nacional(Uruguai)
25/02/1948: Vasco 4x0 Municipal(Peru)
28/02/1948: Vasco 1x0 Emelec(Equador)
06/03/1948: Vasco 1x1 Colo Colo(Chile)
14/03/1948: Vasco 0x0 River Plate(Argentina)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

C.R. Vasco da Gama


Em pé: Andrada, Miguel, Alcir, Fidélis, Moisés e Alfinete
Agachados: Jorginho Carvoeiro, Zanata, Ademir, Roberto Dinamite e Luís Carlos

Crédito: http://ibituruna.blogspot.com/
Esta foto é do dia em que o time bateu o Cruzeiro por 2 a 1 no Maracanã e deu a volta olímpica.

Este esquadrão vascaíno conquistou o Campeonato Brasileiro de 1974 de forma surpreendente, já que antes de a competição começar, não era apontado como favorito. Teve a estrela de Roberto Dinamite, que explodiu para o futebol naquele ano aos 20 anos.
O Campeonato Brasileiro de Futebol de 1974 teve pela primeira vez um clube carioca como campeão: o Vasco da Gama.
Como era ano de Copa do Mundo, a pressão para aumentar o número de clubes no Campeonato Brasileiro foi deixada um pouco de lado, para dar uma maior atenção à Seleção Brasileira de Futebol. Permaneceram, portanto, 40 clubes em uma única divisão para todo o campeonato, porém incluindo o inédito critério de maior renda no critério de desempate, que favoreceu a classificação do Nacional/AM e do Fluminense para a segunda fase.

Fórmula de disputa

Primeira Fase: Em turno único, duas chaves com vinte clubes em cada. Classificando para a próxima fase os dez primeiros colocados de cada chave, mais os dois próximos na classificação independente de chave, mais os dois clubes com maior arrecadação/público entre os não classificados pelos critérios anteriores.

Segunda Fase: Quatro grupos com seis clubes, em turno único. Classificando para a próxima fase o campeão de cada grupo.

Terceira Fase: Quadrangular final, turno único, onde todos os clubes se enfrentam, e sendo campeão aquele que tiver melhor campanha na fase final.

O Quadrangular final

Chegaram ao quadrangular decisivo o Santos de Pelé e Clodoaldo, o Internacional de Falcão e Figueroa, o Cruzeiro de Nelinho e Piazza e o Vasco da Gama de Roberto Dinamite e Jorginho Carvoeiro.

A Decisão

Data: 01 de Agosto de 1974
Vasco da Gama 2 x 1 Cruzeiro
Local: Maracanã, Rio de Janeiro
Público: 112.933
Árbitro: Armando Marques
Gols: Ademir Gol 14',Jorginho Carvoeiro Gol 78',Nelinho Gol 64'
Vasco da Gma: Andrada; Fidelis, Miguel, Moisés e Alfinete; Alcir, Zanata e Ademir; Jorginho Carvoeiro, Roberto Dinamite e Luis Carlos. Técnico: Mário Travaglini.
Cruzeiro: Vitor; Nelinho, Perfumo, Darci Menezes e Vanderlei; Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Palhinha (Joãozinho) e Eduardo (Baiano). Técnico: Hilton Chaves.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

C.R. Vasco da Gama


Em pé: Carlos Alberto, Paulinho, Bellini, Laerte, Orlando e Coronel.
Agachados: Sabará, Vavá, Livinho, Valter e Pinga

Crédito: http://fotolog.terra.com.br/luizd:1439

Poderoso esquadrão vascaíno Campeão Carioca de 1956 com Martim Francisco de Técnico.

Campanha
Turno
26.07.1956 Portuguesa 4-0 Valter(2), Laerte, Pinga
29.07.1956 Botafogo 0-0
12.08.1956 Madureira 4-1 Livinho(3), Pinga
19.08.1956 Canto do Rio 2-0 Valter, Vavá
26.08.1956 Fluminense 3-2 Pinga(2), Livinho
02.09.1956 América 3-1 Sabará, Valter, Vavá
07.09.1956 Olaria 4-1 Pinga(2), Livinho, Valter
15.09.1956 Bonsucesso 3-2 Vavá(3)
22.09.1956 Bangu 2-3 Sabará, Livinho
27.09.1956 São Cristóvão 5-1 Sabará(2), Laerte, Vavá, Valter
07.10.1956 Flamengo 1-1 Valter

Returno
14.10.1956 Madureira 6-0 Livinho(2), Sabará, Artoff, Valter, Pinga
21.10.1956 Portuguesa 5-0 Vavá(2), Livinho, Pinga, Valter
28.10.1956 Bonsucesso 4-0 Valter(2), Vavá, Pinga
04.11.1956 Flamengo 0-1
11.11.1956 Canto do Rio 4-0 Valter, Roberto Pinto, Lierte, Vavá
18.11.1956 Fluminense 0-0
25.11.1956 Botafogo 3-2 Pinga, Livinho, Valter
02.12.1956 São Cristóvão 1-0 Lierte
08.12.1956 América 1-0 Valter
15.12.1956 Bangu 2-1 Vavá(2)
23.12.1956 Olaria 1-1 Lierte


Resumo: 16 V, 4 E, 2 D; 58 GP, 17 GC
Artilheiro: Valter Marciano com 14 gols

Fonte: http://www.netvasco.com.br/mauroprais/

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

C.R. Vasco da Gama,

Famoso esquadrão vascaíno de 1959 onde vemos vários jogadores que foram símbolos do clube da colina histórica.

O goleiro Moacir Barbosa ficou marcado pela perda do título da Copa do Mundo de 1950 no Maracanã mas foi várias vezes campeão carioca e do Sul Ameicano de clubes em 1948 no Chile.

O miolo da zaga foi a mas famosa da história do clube. Belini vindo de São Paulo e Orlando Peçanha dos juvenis foram campeões carioca de 1958 e da Copa do Mundo da Suécia no mesmo
ano. Depois Orlando foi para o Boca Juniors e Belini para o São Paulo onde foi novamente campeões Mundial no Chile em 1962. O lateral Ortunho, gaúcho de nascimento, depois de 3 anos no clube retornou ao futebol dos pampas onde foi várias vezes campeão estadual pelo Grêmio de Porto Alegre.

O ponta direita Sabará, trocado por vários jogadores da Ponte Preta em 1952, ficou 12 anos em São Januário onde foi Campeão carioca em 1952,1956,1958, do Torneio Rio-São Paulo em 1958 e de vários outros torneios.Já em final de carreira jogou na Portuguesa carioca.
O atacante pernambucano Almir, oriundo do Spor Recife foi um dos melhores jogadores do time e também muito polêmico. Transferiu-se para o Corinthians e depois rodou por vários clubes e envolveu-se numa briga generalizada na final do Campeonato carioca de 1966 quando defendia o Flamengo. Morreu assassinado em Copacabana algum tempo depois.

No ataque também despontavam o meia Rubens revelado pelo futebol paulista e um jogador já consagrado quando chegou ao clube oriundo do rival Flamengo onde fora tri-campeão estadual em 1953,1954 e 1955; o centro avante Vavá também vindo do Sport Recife e bicampeão mundial pela seleção em 1958 e 1962 e depois passou ao Palmeiras e Pinga, genial jogador que veio da Portuguesa de Desportos onde foi e seu maior artilheiro e umas das figuras mais queridas do time. No Vasco da Gama foi campeão carioca em 1956 e 1958, do Torneio Rio-Sãp Paulo de 1958.
Enfim um grande esquadrão e praticamente se encerrava aí uma das fases mais gloriosas do Vasco da Gama pois, a decada de 60 não foi muito generosa em questão de conquistas.

domingo, 28 de dezembro de 2008

C.R. Vasco da Gama

Crédito: netvasco.com.br/mauroprais/vasco/jogoes7.html

Selevascão, campeã do Brasil
Vasco 1x0 São Paulo (Campeonato Brasileiro 1989)

Uma festa inesquecivel. Quinze anos depois de conquistar pela primeira vez o titulo de campeao brasileiro, o Vasco repetiu a facanha de forma dramatica no Morumbi, na tarde do dia 16 de dezembro de 1989, um sabado. So' que desta vez, ao contrario da decisao de 74, o Vasco era apontado como favorito.
A vitoria por 1 a 0 sobre o Sao Paulo, confirmando o seu favoritismo na decisao do Campeonato Brasileiro de 1989, foi bem ao estilo do time: com tecnica, garra e uma incrivel aplicacao tatica que superou todos os obstaculos durante a competicao e fez a alegria da sua torcida. Sempre confiante, invadiu o Morumbi e comemorou o titulo cantando o hino do clube

Nao ficou duvida. Era mesmo uma selecao. Que outro clube teve a ousadia de contratar tantos craques? Gente como o espetacular Bebeto, autor de gols memoraveis; o classico zagueiro equatoriano Quinonez; o incansavel lateral Luiz Carlos; e o experimentado Tita, que deu a consistencia necessaria ao meio-campo - essa gente se juntou a nomes respeitaveis. Como ao frio goleiro Acacio, ao cada vez mais brilhante Mazinho, ao talentoso Bismarck e ao oportunista Sorato. O tecnico Nelsinho foi entrosando as novas contratacoes aos demais durante a competicao, para surgir o que a torcida pedia: um time cheio de solucoes para qualquer problema e, por vezes, brilhante. Ao longo da competicao, o Vasco usou varias escalacoes, com os reservas sempre a altura dos titulares. E o resultado do investimento so' podia ser este mesmo: Sele-Vasco com mais um trofeu no armario.

Verdade que perdeu para Palmeiras e Flamengo e empatou alguns jogos em casa - foram oito vitorias, oito empates e duas derrotas antes da final. Mas o importante foi ir acumulando pontos. Time de melhor campanha de todo o campeonato, o Vasco, vencedor do Grupo B, foi para a decisao com o Sao Paulo, vencedor do grupo A, com um ponto de vantagem. O Sao Paulo precisava nao perder a primeira partida para forcar um segundo jogo na quarta-feira seguinte. O regulamento dava ao Vasco, ainda, o direito de indicar o local da primeira partida, e os dirigentes se decidiram pelo Morumbi, deixando a segunda partida, se necessaria, para o Maracana.

Diante de um publico de 71.552 pagantes, o Vasco entrou em campo de camisa preta, calções pretos e meias brancas, formando com Acacio; Luiz Carlos Winck, Marco Aurelio, Quinonez e Mazinho; Ze' do Carmo, Marco Antonio Boiadeiro, Bismarck e William; Sorato e Bebeto. O São Paulo, do tecnico Carlos Alberto Silva, jogou de branco, com Gilmar; Neto, Adilson, Ricardo Rocha e Nelsinho; Flavio, Rai' e Bobo^; Mario Tilico, Nei e Edivaldo. O arbitro foi Wilson Carlos dos Santos, auxiliado por Joao Batista Byron e Daniel Fernandes.

Para ganhar a partida do Morumbi e o titulo, o Vasco explorou a vantagem proporcionada pelo regulamento. O goleiro Acacio, com tres defesas importantes em momentos decisivos da partida, foi o principal destaque. Mas o oportunismo de Sorato, autor do gol de cabeca aos 5 minutos do segundo tempo; o talento de Mazinho, que alem de nao deixar jogar a Mario Tilico, o mais perigoso atacante do Sao Paulo, ainda conseguiu espacos para ajudar seus companheiros no ataque; a velocidade de raciocinio e o toque de bola de Bebeto, cuja simples presenca manteve os zagueiros adversarios atrás apos o gol do Vasco; a garra de Marco Aurelio, que mesmo cometendo algumas falhas foi mais um a colocar o coracao na ponta das chuteiras; e a aplicacao de todo o time, foram fundamentais para a conquista.

O nervosismo dos jogadores do Sao Paulo foi um adversario a mais para o time. Flavio, Raí e Bobô, jogadores habilidosos, erraram muitos passes e cometeram faltas que, normalmente, so' sao feitas por quem nao tem tecnica. O individualismo de Edivaldo, que correu por todo o campo, mas tentando sempre resolver o jogo sozinho, foi outro ponto negativo. Com Mario Tilico muito bem marcado por Mazinho, restou ao time contar com as jogadas de Nei, mas este esbarrou sempre no goleiro Acacio, em grande dia. Na defesa, com excecao de Ricardo Rocha, que ficou cansado de tanto reclamar dos companheiros, ninguem esteve bem. Os laterais Neto e Nelsinho, alem de abusarem da violencia, nao foram eficientes no apoio. E o zagueiro Adilson falhou no gol de Sorato, ao deixar o atacante do Vasco livre para cabecear.

O Vasco iniciou a partida empregando uma estrategia inteligente armada pelo tecnico Nelsinho, que se despedia da direcao do time para trabalhar na Comissao Tecnica da selecao brasileira. Seu time tratou de sair para o ataque e bloquear as jogadas no meio de campo com a utilizacao de quatro jogadores - Ze' do Carmo, Boiadeiro, Bismarck e William -, mantendo Bebeto aberto pela ponta direita e Sorato caindo pelo setor esquerdo. Com isso passou a ter o dominio do jogo, enquanto os jogadores do Sao Paulo apelavam para as faltas.

Aos 7 minutos, Mazinho lancou livre William, que deixou Bismarck livre dentro da area. Ele se atrapalhou na hora de chutar e perdeu a oportunidade. O dominio do Vasco durou ate' os 20 minutos, quando o time inexplicavelmente recuou. Foi a vez de o meio de campo do time paulista, com Rai' e Bobo^, comecar a criar jogadas explorando os lancamentos para Mario Tilico, pelo lado direito, e Edivaldo, pelo esquerdo. Mas o time falhava nas conclusoes.

A melhor chance do Sao Paulo neste periodo foi aos 29 minutos, quando Nei, em jogada individual, driblou tres jogadores, entrou na area e chutou rasteiro para Acacio defender. Aos 34 foi Bobô, que driblou Marco Aurelio, chutou, Acacio defendeu e soltou e o mesmo Bobô completou de bicicleta para fora. O primeiro tempo acabou com o Sao Paulo pressionando e o Vasco fechado em sua defesa, resistindo com bravura.

O jogo ficou dramatico no segundo tempo. Logo aos cinco minutos, em jogada de raro talento, Ze' do Carmo tocou para Boiadeiro, que viu Luiz Carlos Winck solto na ponta direita. O passe saiu preciso, o lateral avancou e cruzou com perfeicao. A bola passou por Bebeto e foi parar na cabeca de Sorato, que completou no canto direito de Gilmar. Apos o gol, o Vasco recuou para explorar os contra-ataques e o Sao Paulo partiu com disposicao para o ataque. Mas seu time nao contava com "Sao Acacio". Aos 26 minutos, Neto cobrou falta pela direita e Nei cabeceou dentro da area com forca. Acacio espalmou, a bola bateu na trave esquerda e saiu. Aos 35, foi a vez de Mario Tilico chutar e o goleiro defender bem. Aos 39, nova defesa a corner em cabecada de Nei.

A tarde era mesmo do Vasco, que desperdicou um contra-ataque precioso com Bismarck solto dentro da area. O final foi emocionante. O arbitro Wilson Carlos dos Santos deu tres minutos e meio de desconto ate' segurar a bola.

Com o trofeu de campeao brasileiro passando pelas maos de todos os jogadores, a comecar pelas do capitao Ze' do Carmo, o time do Vasco deu a volta olimpica no gramado do Morumbi em meio a uma grande festa. Por diversas vezes o grupo teve que parar para posar para fotografias e para agradecer os aplausos dos torcedores, inclusive os do Sao Paulo, que reconheceram o merito da conquista pelo time carioca.

A emocao tomou conta dos milhares de torcedores que viajaram ate' Sao Paulo para incentivar o time e tambem dos jogadores. Um dos mais festejados era Sorato, que entrou para a historia do clube por marcar o gol do titulo. Por coincidencia, vestindo a camisa 7, mesmo numero da utilizada pelo falecido Jorginho Carvoeiro quando marcou o tento da vitoria por 2 a 1 na final de 74 contra o Cruzeiro. Somente o palco da festa era diferente: em 74, o Vasco foi campeao no Maracana; em 89, no Morumbi. Em vibracao, nada mudou. E os gritos de "casaca" ecoaram no estadio do adversario. Vasco campeão, com a torcida saindo em festa pelas ruas de Sao Paulo.


domingo, 21 de dezembro de 2008

C.R. Vasco da Gama


Em pé: Orlando, Leão, Gaúcho, Ivã, Paulinho e Paulo César
Agachados: Catinha, Paulo Roberto, Roberto Dinamite, Zé Mário e Wilsinho.

Crédito: http://equipas-do-passado-1850.blogspot.com/

Goleiros
Emerson Leão, [titularíssimo, Mazarópi (mais tarde, em 1979 no Coritiba), JairBragança, Maurílio

Zagueiros
Orlando, Ivã, Geraldo, Marco Antônio, Paulinho Pereira, Abel, Gaúcho, Paulo César,Argeu,

Meio Campo
Helinho (saíu para o Sporting no Verão de 1979, Guina, Dudu, Zé Mário
Zandonaide, (regressou, vindo do Sporting, no Verão de 1979)
Toninho Vanusa, Paulo Roberto, Carlos Alberto Garcia, Xaxá, Artino, Serginho, Peribaldo, Luís Augusto

Atacantes
Catinha, Roberto Dinamite, Paulinho, Wilsinho,
Ramon, Lito (ex-Braga, seguiu para o Sporting), Afrânio, Osnir,
Jader, Washington Oliveira, Neném,

Técnicos
(1.º): Carlos Forner (até 24-Jun-79)
(2.º): Oto Glória (desde 27-Jun-79)

O Club de Regatas Vasco da Gama fez 90 jogos em 1979, dos quais 65 foram para competições oficiais e 25 de caracter amigável. É muito jogo! Também jogaram praticamente o ano inteiro sem tirar nenhum periodo alargado de férias.

Jogos amistosos: 25, o primeiro no dia 28-Jan-79, o último no dia 26-Set-79.
Jogos do Campeonato Estadual Especial: 18, o primeiro a 14-Fev-79, o último a 28-Abr-79. . O melhor marcador foi o Roberto Dinamite, com 5 gols, e foram utilizados 22 jogadores.
Jogos do Campeonato Estadual: 33, o primeiro no dia 6-Mai-79, o último no dia 3-Nov-79. O melhor goleador foi Roberto Dinamite, com 28 gols, e foram utilizados 31 jogadores.
Jogos do Campeonato Brasileiro: 14, o primeiro no dia 8-Nov-79, o último no dia 23-Dez-79. Vice-Campeão. O melhor goleador foi Roberto Dinamite, com 10 gols, e foram utilizados 20 jogadores.

sábado, 20 de dezembro de 2008

C.R. Vasco da Gama


Em pé: Ademir Menezes, Oswaldo Jericó, Ruy, Massinha, Orlando e Birila
Agachados: Florindo, Zarzur, Alfredo II, Roberto e Argemiro
Crédito: http://www.crvascodagama.com/
Esquadrão vascaíno de 1943 onde seria seu último jogo com as camisas pretas e a
implantação da faixa diagonal branca já usada no remo desde a fundação.

Nesta equipe, o começo do embrião do famoso Expresso da Vitória, vemos Ademir Menezes que veio do Sport Recife, Massinha que jogou no Bangu, Orlando Rosa Pinto, irmão de Jair Rosa Pinto, Zarzur e Argemiro vindos do futebol paulista