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terça-feira, 12 de maio de 2009

Santa Cruz F.C.

Da esquerda para a direita: Barbosa, Palito, Lucas, Aldemar, Calico, Ananias, J. Castro, Luiz Marine, Marinho, Amauri e Zeca.
Crédito: www.idolosdosanta.blogspot.com

Esquadrão do Santa Cruz do Recife de 1955 que contava em suas fileiras com o goleiro Barbosa emprestado pelo Vasco da Gama e que ficou marcado por toda a carreira pela final da Copa do Mundo de 1950 e o também ex-vascaíno Aldemar, talentoso zagueiro, que fez uma grande carreira no Parque Antártica defendendo o Palmeiras e foi um dos melhores marcadores do Rei do futebol, Pelé.

sábado, 7 de março de 2009

Santa Cruz F.C.

Em pé: Lula Pereira, Pedrinho, Levir Culpi, Givanildo, Carlos Alberto Barbosa e Jair
Agachados: Luis Fumanchu, Alfredo, Ramon, Carlos Alberto Rodrigues e Pio.
Crédito: http://miltonneves.com.br/

Um grande time o Santa Cruz armou em 1975 que ficou conhecido por Esquadrão Coral e que impressionou o Brasil com tamanha categoria e habilidade dos seus jogadores.

O Santa Cruz em 1975 realizou 29 jogos pelo Campeonato Brasileiro, conseguindo 13 vitórias, 10 empates e 6 derrotas, com direito a uma vitória de 1x3 eliminando Flamengo em pleno Maracanã. Foram eliminados pelo Cruzeiro em um jogo polêmico, onde o segundo gol do Cruzeiro,o jogador Palhinha estava em total posição de impedimento. O terceiro gol foi também de Palhinha em uma falha incrível do zagueiro Lula Pereira. O jogo terminou 2x3 para e equipe de Minas Gerais. O público pagante desta partida foi de 38.118 pessoas.

Luis Fumanchu
Muitos não sabem, mas "Fumanchu" não é o sobrenome de Jorge Luis da Silva. O ex-jogador explicou a origem do nome:

"É nome de guerra. Surgiu quando eu era juvenil do Vasco. Sabe como é, moleque de concentração põe apelido mesmo. Vimos um filme de caratê, fiz umas palhaçadas e começaram a me chamar de 'Fumanchu'. Então, me zanguei. E sabe, né? Quando se zanga, aí sim que o apelido pega... Depois, a imprensa descobriu e todo mundo me chamava de 'Luis Fumanchu' e depois só 'Fumanchu'. Agora, já me acostumei, só me conhecem assim".

O assunto principal das discussões esportivas que Fumanchu participa é o futebol carioca. Contudo, a análise mais contundente que o ponta-direita faz é sobre a extinção da posição em que ele atuava. O exemplo mais próximo daquele perfil entre os clubes do Rio de Janeiro, segundo o ex-jogador, é Jorge Henrique, atacante que muitas vezes faz o papel de ala.

"Hoje não existem pontas, e os alas é que ficam com esse setor. O Jorge Henrique joga um pouco assim no Botafogo. Antigamente, os pontas chegavam ao fundo para cruzar. Eu era um pouco diferente, preferia entrar em diagonal. Essa é a minha principal diferença para o Jorge Henrique. Ele tem essa deficiência, não tem faro de gol. Eu costumava ter uma relação muito íntima com o gol e marquei vários", analisou Fumanchu.

O comentarista também falou sobre outros dois jogadores do Botafogo. No entanto, essa citação foi feita apenas como elogio a ambos. "Os melhores jogadores do Brasil atualmente, na minha opinião, são o Zé Roberto e o Dodô", classificou o ex-ponta, citando os atletas da equipe de General Severiano.

A relação de Fumanchu com o futebol carioca é muito forte. Revelado no Vasco, time em que foi campeão estadual de 1977, também passou um ano e meio no Fluminense defendeu o Flamengo nos títulos do Brasileiro de 1980 e da Libertadores em 1981. Segundo ele, seu maior feito na carreira foi ter jogado em três grandes clubes do Rio. Apesar disso, lamentou não ter passado pela equipe rubro-negra em um momento melhor de sua carreira.

"Não tive o mesmo desempenho no Flamengo que tive no Fluminense e no Vasco, mas ganhei muitos títulos lá. Infelizmente, na época em que me transferi para o Flamengo eu já estava em decadência. Certamente, se estivesse em melhor forma na época, poderia ter sido um dos destaques daquele timaço", lamentou o ex-jogador.

Falar sobre a carreira e analisar o atual momento do futebol são coisas tranqüilas para Fumanchu. O ex-ponta só não soube precisar sua data de nascimento. Primeiro, disse que tinha 54 anos. Depois, garantiu ter 52.

Além da confusão sobre a idade, Fumanchu se recusou a informar com exatidão a data de nascimento e o ano em que encerrou a carreira de jogador.

No Fluminense, Fumanchu chegou junto com o atacante Nunes e se destacou tanto que acabou ofuscando o companheiro. No Flamengo, porém, a situação se inverteu e o ponta foi apenas um coadjuvante do time rubro-negro.

Além das equipes cariocas, o jogador teve duas passagens pelo Santa Cruz. Por isso, também tem uma ligação pelo futebol pernambucano até hoje. Por conta disso, aliás, ele crê em dias melhores para as equipes daquele estado.

"Na minha época era melhor, estavam os três na primeira divisão. Agora o Santa Cruz está na segunda e Náutico e Sport acabaram de subir. Não acompanhei muito a campanha deles na Série B, mas tenho convicção de que o futebol pernambucano é bom, merece respeito e pode se recuperar. Neste momento, está enfrentando muitas dificuldades, é só ver que os dois da Série A estão na zona de rebaixamento. Ainda assim, acho que podem surpreender e dar a volta por cima", disse Fumanchu.

Fumanchu ainda defendeu América do México, Vitória-BA e Londrina. Depois da passagem pelo time paranaense, resolveu encerrar a carreira de jogador. Contudo, não conseguiu ficar longe do esporte e voltou a sua cidade natal para trabalhar no rádio.

Fonte: http://www.pele.net/

quinta-feira, 5 de março de 2009

Santa Cruz F.C.

Em pé: Pedrinho, Noberto, Zé Júlio, Zito, Birunga e Ary
Agachados: Fernando Santana, Facó, Mirobaldo, Luciano e Nivaldo.

Crédito: http://www.idolosdosanta.blogspot.com/

Esquadrão do Santa Cruz de 1969 que daria início ao pentacampeonato pernambucano de futebol.

O Pentacampeonato do Santa Cruz começa, na verdade, quando o milionário James Thorp assume o departamento de futebol do clube. Além de todo o dinheiro do "inglês", como era chamado pelos torcedores, mudou-se a forma de ação. No lugar de jogadores medalhões,vindos do Rio e de São Paulo; investimento na prata-da-casa, valores da região e na estrutura do Mais Querido, construindo uma concentração e ampliando o Estádio do Arruda. Entre os garotos, estava o promissor Luciano, vindo do futebol alagoano.

Luciano
Embora pernambucano, o meia começou no CRB, com 17 anos, levado pelo irmão Paulo Veloso. No estado vizinho conquistou o título dos juniores no clube regatiano e, num amistoso de entrega de faixas, contra o Santa, acabou sendo descoberto. Seu time perdeu por 3x2, mas Luciano fez os gols do CRB, chamando a atenção do técnico tricolor Batista, que, antes da viagem de volta ao Recife, já havia deixado a passagem do meia com o mesmo destino. Poucos dias depois, aquele que ficaria conhecido como A Maravilha do Arruda, chegava à capital pernambucana.

Peça fundamental no título mais importante do Santa Cruz, camisa 10 por vários anos, principal assistente da época e, ainda, fazia muitos gols. Na saga do Penta (69 a 73), Luciano balançou as redes 69 vezes, tornando-se, ao lado de Fernando Santana, o grande goleador desse período. Ainda foi o jogador que mais vestiu a camisa coral no Pentacampeonato, com 126 jogos, do total de 131 do Tricolor, o que representa incríveis 96% das partidas. Especialista também em quebrar longo jejuns de títulos: com o Santa, em 69, dez anos depois da última conquista estadual, no Sport, em 75, doze anos na fila e pelo Corinthians, em 77, na seca há 22 temporadas.

O primeiro treinador no profissional do Maravilha do Arruda chamava-se Alexandre Borges, homem que iniciou o trabalho com os meninos da base. Mas, quem colheu os frutos do campeonato de 69 foi Gradim, outra fera com a garotada. O presidente Aristófanes de Andrade resolveu copiar a idéia do Náutico, montando uma superestrutura que continha psicólogo, nutricionista, assistente social, dentista, e médicos.
A folha salarial não era alta, pois possuía basicamente jogadores da região. Dinheiro sobrava, afinal James Thorp estava por perto, chegando ao ponto de presentear cada jogador com um fusca após a confirmação do título de 69.
O campeonato se decidiu em quatro(!) partidas contra o Sport, vencedor do 1° turno, enqüanto o Santa levou o 2°. Nos três primeiros jogos, uma vitória Tricolor (3x0), outra leonina (2x0) e um empate (0x0). Na grande final, nos Aflitos, os dois rivais empatavam em 1x1, Facó para o Santa e Duda igualou o placar, quando aos 30 minutos do 2° tempo, Luciano dava a primeira mostra que crescia nas decisões: uma falta cobrada com maestria, no melhor estilo folha seca, fez explodir o povão tricolor, sedento por troféus. Ele terminou o estadual como vice-artilheiro do Santa, com 13 gols, atrás do goleador do Pernambucano-69 Fernando Santana, 23 gols, que, ao lado do volante Zito, do zagueiros Birunga e Zé Júlio e do atacante Mirobaldo, era um dos expoentes da equipe que viria a ser bicampeã em 70 e representante de Pernambuco nos Robertões de 69 e 70.

Novamente a jovem dupla de artilheiros se sobressaiu. Santana, primeiro do campeonato de novo, 15 gols e, logo depois, Luciano, com 14. Levando em conta os estaduais de 69 e 70, os dois marcaram 65 vezes, quase metade do que fez o Tricolor - 139 gols. Numa das finais do bicampeonato, agora, frente ao Náutico, A Maravilha do Arruda mais uma vez mostrou seu poder de decisão. Depois do empate - 0x0 - no primeiro jogo, o Santa fez 2x1 no alvirrubro, dois gols de Luciano, tranqüilizando os torcedores e o time para o último confronto. Outra vitória, 2x0 - Cuíca e Ramon -, deu ao Santa o histórico primeiro título no Arruda. O futebol do esquadrão do novo técnico Duque era considerado moderno, com todos cobrindo todos e revezando-se nas posições. O meio-de-campo formado por Zito e Luciano se consolidou como um dos melhores do Brasil. Mais tarde, Givanildo e Erb jogariam na posição ao lado da Maravilha do Arruda.

Durante a disputa do estadual de 70, uma grande cheia no Recife provocou a morte de 61 pessoas e inundações nos estádios da capital. Mas, passado o triste episódio, Luciano teve seu valor reconhecido na inclusão de seu nome na lista dos 40 jogadores da Seleção Brasileira para a Copa-70, assim como aconteceria com o atacante Ramon, em 74.

Mantendo o futebol de muita técnica, no qual, quem corria era a bola, e não o jogador, vieram o tri, 71, e o tetra, em 72, nesse, por sinal, o Santa teve os três goleadores do campeonato - F. Santana, 15 gols, o próprio Luciano, 13, e Ramon, com 12. Mas foi no Penta que o meia assumiu a artilharia do estadual - 25 gols -, chegando a marcar em 20, das 36 partidas, e ficando de fora apenas duas vezes. Além desses números, as estatísticas do Terror do Nordeste nos cinco títulos (69 a 73) impressionam: 101 vitórias, 19 empates, 11 derrotas, 333 gols marcados, 71 sofridos, resultando no saldo positivo de 262.

Tamanho destaque do clube e jogador não passaria em branco no sul do País. O Palmeiras chegou perto de levá-lo, mas Luciano disse aos pretendentes que só sairia por muito dinheiro, "mas muito mesmo." Depois, além do meia tricolor, os portugueses tentaram Ramon, mas a proposta do Boa Vista pelos dois foi considerada baixa.

A eficiência do Maravilha do Arruda chamou a atenção também nas competições nacionais. No Brasileiro-73, ele terminou na décima colocação na Bola de Prata, da Revista Placar, atrás de feras como Forlan, do São Paulo, Ademir da Guia, do Palmeiras, e Fito, do Bahia e atual técnico do Santa Cruz. Jogando os Brasileirões, de 71 a 74, pelo Mais Querido, Luciano marcou 34 gols em 96 jogos.

No início de 75, já desgastado após dez anos no Arruda, o, então, presidente José Nivaldo, resolveu negociá-lo. A transação com o Sport aconteceu justamente durante o carnaval, a fim de evitar uma revolta da torcida, concentrada na festa anual. O Santa recebeu 600 mil cruzeiros, gastos logo depois com as contratações de Mazinho, o Deus de Ébano, vindo do Grêmio, e Carlos Alberto, ex-São Paulo. Luciano segueria sua missão de tirar da fila alguns clubes importantes no cenário brasileiro. Primeiro, o grande rival tricolor, o Sport, doze anos em jejum, sendo hepta-vice. Em São Paulo, participou de 49 jogos, dos 54, pelo Corinthians no Paulistão de 77, um dos mais emblemáticos da história.

O camisa 10 do Santa Cruz teve muitos treinadores no Arruda - Alfredo Gonzalez, Duque, Evaristo de Macedo, Paulo Emílio, Caiçara, Lanzoninho e, por último, Carlos Froner -, mas nenhum deles ousou a mudar o número de sua jaqueta. Segundo maior artiheiro do Santa Cruz Futebol Clube. É um orgulho para o clube e a torcida ter em Luciano um dos jogadores que mais vestiram o manto Cobra-Coral, com 409 atuações.

Fonte: http://www.idolosdosanta.blogspot.com/

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Santa Cruz F.C.


Em pé: Carlos Alberto Barbosa, Givanildo, Joel Mendes, Pedrinho, Alfredo Santos e Paranhos Agachados: Jadir, Betinho, Neinha, Carlos Alberto e Joãozinho;
Em 1978, ao vencer o Náutico nos Aflitos por 4 x 0, o Santa Cruz é campeão pernambucano de futebol. Os gols foram de Betinho 3 e Joãozinho.