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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Centro Sportivo Alagoano


1968
Em pé: Heleno (massag., Ciro, Erivaldo, Zé Luiz, Zé Galego, Tadeu e Paranhos.
Agachados: Ratinho, Giraldo, Duda, Eric e Canhoto.


A tarde de 3 de fevereiro de 1969 foi inesquecível para o Centro Sportivo Alagoano. Naquele dia, os azulinos derrotaram seu adversário e conquistaram seu segundo tetra campeonato. Era um titulo inédito no regime profissional em Alagoas. E tudo se tornou muito mais valorizado porque seu último obstáculo na campanha foi o CRB que pela tradição e pelo valor moral duplicou as glórias e as emoções do titulo conquistado.

O CSA parecia disposto a vencer a partida logo nos primeiros minutos. Partiu para cima do adversário e já aos 6 minutos marcava seu primeiro gol que foi anulado pelo juiz pernambucano Erilson Gouveia. Reclamando da arbitragem e perturbado com o gol anulado, o CSA se deixou envolver pelo CRB e tomou o primeio gol através de Beba. Entretanto, logo depois, Zé Luiz empatou. E num lance infeliz do zagueiro do CSA, Erivaldo, o CRB voltou a ter a vantagem no marcador. 2x1 foi o placar do primeiro tempo.

No intervalo, o treinador Pinguela fez duas modificações e acertou sua equipe. Ciro entrou no lugar de Catatau e Petruce substituiu Déo. Assim, o CSA voltou a mostrar seu melhor futebol e se tranqüilizou com o novo empate através de Zé Luiz. O gol da vitória. O gol que deu ao CSA o tetra campeonato somente aconteceu aos 30 minutos. Depois de uma jogada de Giraldo a conclusão foi de Petruce. Nessas alturas do CSA dominava o jogo e a dupla do meio campo – Zé Luiz e Eric – atuava com muito destaque. Mesmo assim, os azulinos recuaram para manter o placar que lhe garantia o campeonato. Mesmo na base do desespero os alvi rubros procuram o gol de empate. No final do jogo era o CSA se defendendo e o CRB atacando. Somente com o apito do juiz a torcida do CSA se tranqüilizou, invadiu o gramado e fez a festa no campo do adversário.

Os jogadores foram carregados nos braços dos torcedores. Todos queria comemorar um titulo sobre um adversário lutador, valente e que soube valorizar o feito azulino.

Jogo no dia 03 de fevereiro de 1969
CRB 2 x CSA 3.
Gols de Beba e Erivaldò contra (CRB). Zé Luiz dois e Petruce (CSA).
Juiz: Erilson Gouveia de Pernambuco.
CSA: Zé Galego. Catatau (Ciro). Paranhos, Tadeu e Erivaldo. Zé Luiz e Eric. Ratinho. Giraldo. Duda e Déo (Petruce).
CRB: Pompéia. Ademir. Nadinho. Zé Julio e Helio. Beba (Erb) e Paulo Nylon. Haroldo. Canhoto. Roberto e Silva.
Texto: www.museudosesportes.com.br

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Centro Sportivo Alagoano



Em pé: Mendes, Dida, Pires, Zé Leite. Zé Preta e Jaminho
Agachados: O massagista Castanha. Garrincha, Dida (o da Copa de 1958), Giraldo, Soareste e Misso.

O fenomenal Garrincha pertenceu ao Centro Sportivo Alagoano. Foi somente noventa minutos, mas foi. No dia 19 de setembro de 1973, num amistoso contra o ASA de Arapiraca, no Trapichão. Garrincha e Dida jogaram juntos com a camisa azulina. Dias depois ele jogou outra partida por um clube alagoano, o ASA de Arapiraca.Seu Mané estava se despedindo da torcida brasileira. Seu futebol estava chegando ao fim. Suas pernas tortas já não corriam como antes. Seus dribles já não eram tão eficientes. Mesmo assim, Garrincha jogou e a torcida alagoana entendeu seu drama. Nunca uma torcida aplaudiu um craque como naquela noite de despedida.Sua história é cheia de capítulos de rara beleza. Moço simples, criatura maravilhosa e companheiro sem igual, Garrincha foi um fenômeno que passou pelo futebol brasileiro. Seus últimos momentos diante da torcida alagoana foram cheios de jogadas sensacionais. Isso, se levarmos em consideração sua condição física, sua idade e os dramas que vinha sofrendo. Apesar de tudo, Garrincha fez coisas que muitos jovens não faziam. Foram momentos que ficarão para sempre na história do Centro Sportivo Alagoano.Garrincha chorou. As lágrimas de um adeus ás vezes despencam como cascata de felicidade. E Garrincha chorou feliz.