quarta-feira, 21 de julho de 2010

C.A. Juventus


Em pé: Milton Buzzeto, Dario, Claudinei, Hidaldo, Clovis, Diogenes e Elias Passaro (massagista)
Agachados: Waldir, Rodarte, Quarentinha, Rafael e Gelson.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A.A.Ponte Preta



Apelido: Ponte Preta
Nome Real: Associacção Atlética Ponte Preta
Fundação: 11/08/1900
Endereço: Praça Francisco Ursaia 1900 CEP:13026-350 / Campinas/SP
Telefone: (19) 3231-7038
Estádio: Moisés Lucarelli (19.723)
Uniforme: Branca com faixa diagonal preta, branco,branca
WebSite:http://www.pontepretaesportes.com.br/

Principais Títulos

Campeã da Zona Paulista (APEA): 1923
Campeã da 4ª Região do Interior (APEA): 1925
Bicampeã Paulista da Divisão Principal / 2º quadro (L.A.F.): 1928-1929
Campeão Invicta da 4º Região APEA): 1930
Campeã Campineira: 1931
Tri-campeã Campineira de Futebol / 1º e 2º quadro (L.C.F.): 1935-1936-1937
Campeã Amadora do Estado (45 partidas invictas): 1951
Campeã da Primeira Divisão de Profissionais / Acesso à divisão especial F.P.F:1969 V
ice- Campeã Paulista de Futebol: 1970
Vice - Campeã Paulista de Futebol: 1977 Vice-Campeã Paulista de Futebol: 1979
Vice- Campeã Paulista de Futebol: 1981

PONTE PRETA (SP) 3 x 1 PALMEIRAS (SP)
Data: 05/08/1951
Campeonato Paulista
Local: Estádio Moisés Lucarelli / Campinas / SP
Renda: Cr$ 451.080,00
Árbitro: Gosta Ackeeborn
PONTE PRETA: Ciasca, Bruninho, Salvador, Manoelito, Dias, Inglês, Isabelino, Lelé, Isauldo, Moacir, Rovério
PALMEIRAS: Fábio, Salvador, Juvenal, Túlio, Luiz Villa, Dema, Lima, Ponce de Leon, Liminha, Jair Rosa Pinto, RodriguesGols: Isauldo 40 seg, Rovério, 17/1º,Manoelito 24, Liminha 31/2º

PONTE PRETA (SP) 2 x 0 CORITIBA (PR)
Data: 14/08/2002
Brasileirão 2002 / Série A
Local: Estádio Moisés Lucarelli / Campinas)
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF)
Cartões Amarelos: Basílio, Rodrigo e Alex Oliveira (Ponte); Reginaldo Nascimento e Roberto Brum(Coritiba) Cartões Vermelhos: Dionísio (Ponte) e Pícoli (Coritiba)
Gols: Elivélton 44/1º e Alex Oliveira 27/2º
PONTE PRETA: Hiran; Daniel; Rodrigo, Marinho e Elivélton; Roberto, Mineiro, Dionísio e Alex Oliveira (Adrianinho); Basílio e Macedo (Ronaldão) /Técnico: Oswaldo Alvarez
CORITIBA: Fernando; Reginaldo Araújo, Pícoli, Edinho Baiano e Adriano; Reginaldo Nascimento (Genilson), Roberto Brum, Lúcio Flávio (Fávaro) e Tcheco; Lima (Jabá) e Da Silva / Técnico: Bonamigo

PONTE PRETA (SP) 3 x 0 PALMEIRAS (SP)
Data: 11/03/1976
Campeonato Paulista
Local: Estádio Moisés Lucarelli / Campinas / SP
Árbitro: Romualdo Arpi Filho (SP)
PONTE PRETA: Moacir, Jair Picerni, Oscar, Polozi, Odirlei, Pedro Omar (Zé Luis), Marco Aurélio (Brinda), Lúcio, Robertinho, Parraga, Tuta / Técnico: Zé Duarte
PALMEIRAS: Leão, Rosemiro, Samuel, Arouca, Ricardo, Didi, Ademir da Guia, Edu, Erb (Jorge Mendonça), Toninho, Nei / Técnico: Dino SaniCartões vermelhos: Jair Picerni (Ponte Preta), Ricardo (Palmeiras)
Gols: Lúcio 02, Parraga (pênalti) 27/1º, Robertinho 27/2º

BOTAFOGO (RJ) 4 x 0 PONTE PRETA (SP)
Data: 18/11/1970
Torneio Roberto Gomes Pedroza / Taça de Prata
Local: Estádio do Maracanã
Árbitro: José Luiz Barreto
Gols: Paulo Cézar (2), Ferretti e Nílson Dias
BOTAFOGO: Ubirajara Motta, Moreira, Chiquinho Pastor, Leônidas e Waltencir; Nei Conceição e Carlos Roberto; Zequinha (Rogério), Roberto, Ferretti (Nílson Dias) e Paulo Cézar / Técnico: Zagallo.
PONTE PRETA: Wilson, Nélson (Vicente), Samuel, Dagoberto e Santos; Teodoro e Roberto Pinto; Ditinho, Bazaninho (Nélson Oliveira), Manfrini e Adílson / Técnico: Cilinho.

VILA NOVA (GO) 2 X 3 PONTE PRETA (SP)
Data: 15/2/1981
Brasileiro 1a. Divisão / 1981
Local: Estádio Serra Dourada / Goiânia
Renda: Cr$ 1.131.650 Público: 12.997
Árbitro: Carlos Sérgio Rosa Martins (RJ)
Gols: Erivelto 10, Celso 12, Celso 28, Toninho Oliveira 30, Serginho 31/2º
VILA NOVA: Éverton, Ronaldo (Triel), Góis, Roberto Oliveira, Valdo, Luisinho,Erivelto, Roberto Chaves,Paulinho (Zé Ronaldo), Roberto, Nílson / Técnico: Jorge Vitório
PONTE PRETA: Róbson, Édson, Rudnei, Nenê, Toninho Oliveira Osvaldo, Zé Mário, Humberto, Abel, Celso (Amauri), Serginho / Técnico: Jair Picerni
FLUMINENSE (RJ) 6 X 1 PONTE PRETA (SP)
Data: 04/11/1970
Torneio Roberto Gomes Pedroza / Taça de Prata
Local: Estádio do MaracanãPúblico : 7.710
Árbitro: José Luis BarretoÁrbitro: José Luis Barreto
Gols: Lula 15, Didi 24, Flávio 30 e 36/1º; Flávio 12, Manfrini 20 e Lula 34/2º
FLUMINENSE: Félix (Jairo); Oliveira (Albérico), Galhardo, Assis e Marco Antonio; Silveira e Didi;Cafuringa (Wilton), Flávio, Samarone e Lula / Técnico: Paulo Amaral
PONTE PRETA: Wilson; Nelsinho, Detinho (Vicente), Samuel e Santos;Teodoro e Dicá (Bazaninho);N.Oliveira, Manfrini, Roberto pinto e Adilson / Ténico: Cilinho

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A.A.Prudentina

Em pé: Vicente, Fernandinho, Celso Payane, Roberto, Mauri e Glauco
Agachados: Reginaldo, Ademar Pantera, Claudio Garcia, Valter e Tomaz

Esquadrão da Prudentina no jogo final da 2ª divisão do Campeonato quando perdeu para a Ponte Preta por 3 a 2 no tempo normal mas garantiu o acesso à divisão especial do Campeonato Paulista vencendo a Ponte por 2 a 0 na prorrogação. A partida foi disputada no Pacaembu e apitada por Olten Ayres de Abreu.

Os jogos finais

Ponte Preta 2 X 2 Prudentina
Prudentina 3 X 2 Ponte Preta

PONTE PRETA 3 X 2 PRUDENTINA (0 X 2 na prorrogação)
Data: 05/11/1961 Ponte Preta 3 - 2 Prudentina (extra-time: 0 - 2)
Local: Estádio do Pacaembu, São Paulo
Árbitro: Olten Ayres de Abreu
Gols: Paulo, Ismar, Paulo ; Cláudio, Vicente
Prorrogação: Ademar (115') Reginaldo (116')
PRUDENTINA: Glauco; Vicente, Roberto e Celso; Fernandinho e Mauri; Reginaldo, Cláudio, Ademar, Walter e Tomás (Mendonça) / Técnico: Sidnei Cotrim
PONTE PRETA: Nino; Mário Ferreira, Florindo e Ilzo; Esnel e Ascendino; Nivaldo, Paulo, Ari, Bibe e Ismar (Evanir) / Técnico: Francisco Sarno

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Seleção Brasileira

Em pé: Aymoré (técnico),Djalma Santos, Gilmar, Zozimo, Nilton Santos, Mauro e Dr. Hilton Gosling.
Agachados: Garrincha, Didi, Vavá, Amarildo e Zagallo.

Esquadrão Brasileiro que venceu a Espanha por 2 x 1 no Mundial do Chile em 1962

Foi, talvez, o jogo mais dificil do Brasil no mundial de 1962. Os brasileiros ganharam de virada com dois gols de Amarildo.

BRASIL 2 x 1 ESPANHA
Data: 06/061962
Copa do Mundo de 1962
Local: Estadio Sausalito / Viña del Mar
Juiz: Sergio Bustamante(Chile)
Gols: Adelardo, Amarildo(2)
BRASIL: Gilmar, Djalma Santos, Mauro, Zozimo e Nilton Santos. Zito e Didi, Garrincha Vává, Amarildo e Zagalo / Ténico; Aymoré Moreira
ESPANHA: Araquistain, Rodriguez Echevarria Gracia, Pachim, Vergas, Collar Adelardo, Puskas, Peiró e Gento

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Santos F.C.

Esquadrão santista na Fonte Nova em 1971
Em pé: Cejas, Orlando Lelé, Ramos Delgado, Marçal, Clodoaldo e Turcão
Agachados: Jader, Dicá, Mazinho, Pelé e Edú

Cejas no Santos
Nome Completo
Agustin Mário Cejas
Data e local de nascimento
22/03/ 1945 em Buenos Aires (Argentina)
Período em que atuou pelo Santos
1970 a 1974
O argentino Cejas foi contratado no final da década de 60 para substituir o grande Gilmar dos Santos Neves, que havia encerrado a sua carreira em 1969. Era famoso pela sua boa colocação e coragem para interceptar cruzamentos. Foi um dos grandes destaques do Peixe na campanha do título paulista de 1973, ao defender dois pênaltis na final contra a Portuguesa de Desportos (o último título de Pelé no clube, mas que foi dividido com a Portuguesa, após o árbitro Armando Marques errar na contagem das cobranças de penalidades). Atuou em 256 partidas pelo Peixe.

Títulos conquistados pelo Santos
Campeão Paulista (1973), Campeão do Torneio Hexagonal do Chile (1970), Campeão do Torneio Internacional de Kingston, na Jamaica (1971) e Detentor da Vice-Fita-Azul do Futebol Brasileiro (17 partidas invictas, no período de 26 de maio a 9 de julho), por partidas disputadas nos seguintes países: Japão, Hong Kong (China), Coréia do Sul, Tailândia, Austrália, Indonésia, Estados Unidos da América e Canadá.

Geral
Começou a sua carreira profissional atuando no Racing Club de Avellaneda, em 1962, do qual disputou 313 partidas em duas passagens pelo clube.
Em 1970 é contratado pelo Santos FC, onde teve uma trajetória marcante. Conquistou o Campeonato paulista de 1973. Em 1976 defendeu o Grêmio antes de retornar ao futebol argentino.
Pela Seleção Argentina disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio em 1964.
Ao encerrar a carreira, tornou-se técnico.

Títulos
Campeonato Argentino de Futebol de 1966 com o Racing Club
Campeonato Argentino de Futebol de 1981 com o River Plate
Copa Libertadores de 1967 com o Racing Club
Mundial de Clubes de 1967 com o Racing Club
Campeonato Paulista de 1973 com o Santos FC
Bola de Ouro da Revista Placar como melhor jogador em 1973, junto com Ancheta

Fontes
http://santos.globo.com/clube_historia_idolo.php?cod=726
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agust%C3%ADn_Mario_Cejas
http://antigo.miltonneves.com.br/QFL/Conteudo.aspx?ID=62279

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Associação Ferroviária de Esportes

Em pé: Rosan, Zé Maria, Antoninho, Lucas, Dirceu e Rodrigues
Agachados: Faustino, Dudu, Bazzani, Baiano e Benny

Rosan, o Florisvaldo Rosan, nascido no dia 17 de maio de 1937, grande goleiro do Rio Preto Esporte Clube, da Ferroviária de Araraquara, do Santos, do Palmeiras, do Comercial de Ribeirão Preto, do América do Rio e do União Bandeirante de Bandeirantes-PR (seu último time em 1973, aos 36 anos) não é mais empresário do ramo de material de construção, tendo encerradas as atividades da Cerâmica Nossa Senhora Aparecida, que ficava na cidade de Avanhandava (SP).

Lá, ele produzia telhas, tijolos, pisos e azulejos. A fábrica do ex-goleiro ficava, portanto, na cidade onde reside: Avanhandava (SP), próxima a Lins (SP), interior paulista. Hoje, Rosan, que se casou duas vezes, tem cinco filhos: três do primeiro casamento e dois do segundo. E já é avô de um neto. Rosan mantém residência também em São José do Rio Preto, onde nasceu, e atualmente administra os aluguéis de diversos que adquiriu ao longo de sua marcante carreira. O empresário Rosan hoje também é fazendeiro e tem um posto de gasolina em Avanhandava.

A cronologia completa de sua carreira obedece: Rio Preto Esporte Clube (onde começou em 1955), Ferroviária de Araraquara, Palmeiras, Santos (onde só jogou duas vezes, sendo uma no exterior e outra contra a Portuguesa, em São Paulo), Prudentina, Comercial de Ribeirão Preto, América do Rio e União Bandeirante, de Bandeirantes (PR).

Rosan jogou na melhor Ferroviária de Araraquara de todos os tempos, na metade dos anos 60, ao lado de maravilhosos jogadores como Dudu, Bazani, Beni, Baiano, Pimentel e etc.

No Palmeiras, ele não teve muitas oportunidades e, um dia, recebeu um chute no rosto e fraturou o maxilar. No Santos, igualmente não foi devidamente aproveitado, mas no Comercial de Ribeirão Preto integrou o simplesmente sensacional time do Leão do Norte que tinha, dentre outros, Ferreira, Jorge, Piter, Nonô, Esmeraldo, Hélio Giglioli, Amauri, Jair Bala, Luis, Paulo Bim, Carlos César, Noriva e Peixinho. Foram os anos de 1965 e 1966 os melhores da vida do Comercial de Ribeirão Preto e Rosan foi sempre o titular.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bangu A.C.

Em pé: Zé Maria, Buza, Plínio, Santana, Médio e Ladislau. Agachados: Sá Pinto, Domingos da Guia, Zezé, Eduardo Moura e Jaguarão.
Equipe do Bangu em 1930, no estádio de São Januário.

O ano de 1930 marca a primeira grande excursão do Bangu. A viagem interestadual à Bahia no final de janeiro foi um fato relevante e de grande importância para a divulgação do nome do clube alvirrubro. O convite foi feito oficialmente pelo Sport Club Ypiranga, de Salvador.

O Bangu embarcou para a Bahia no dia 24 de janeiro, no Navio Araranguá, com grandiosa cobertura da imprensa esportiva, que não parava de admirar os feitos do nosso presidente Antônio Pedroso Reis e os seus "Mulatinhos Rosados". O jornal O Sport esteve presente na hora do embarque e narrou o fato de extrema importância: "O bota-fora dos 'Mulatinhos Rosados' esteve bastante concorrido, notando-se no Armazém 11, onde se efetuou o embarque da valente turma banguense, grande número de sportmen, bem como representantes de diversos clubes da AMEA e jornalistas. Às 9 horas em ponto, a bela unidade do Lloyd Nacional levantou ferros, entre vivas e aplausos aos 'Mulatinhos Rosados', que respondiam sorridentes, com hurras prolongados e entusiásticos".

A expectativa era a melhor possível. Na Bahia, o Bangu foi recebido com festa. No dia da chegada, já estava marcado um jogo contra a Associação Atlética da Bahia. Os banguenses, apesar de desgastados, venceram por 5 a 2, com dois gols de Ladislau, dois de Nicanor e um de Médio. Na seqüência, o Bangu venceu o Fluminense Baiano por 10 a 1 (com quatro gols de Ladislau e outros quatro de Nicanor), perdeu para o Botafogo local por 4 a 2 e venceu a Seleção Baiana pelo mesmo placar. Por fim, enfrentou o Ypiranga, que nos venceu por 3 a 1, totalizando três vitórias e duas derrotas.

A importância desta excursão mediu-se pelas matérias publicadas nos jornais do Rio e da Bahia. Para tanto, basta dizer que O Sport enviou o jornalista Zolachio Diniz junto com a delegação banguense para que nenhum detalhe passasse em branco.

A turnée rendeu frutos, pois logo no mês de agosto o Bangu saia para outra exibição - agora em Pernambuco - onde vencemos quatro partidas e empatamos duas. Eis os resultados: 4 a 0 sobre o Combinado Íris/Encruzilhada; 5 a 0 no Ateniense; 2 a 0 sobre o Sport Recife; 1 a 0 na Seleção da ASDET e dois empates com a Seleção Pernambucana, por 2 a 2 e 1 a 1. Antes da chegada a Recife, o Bangu parou na Bahia, onde derrotou o Ypiranga por 6 a 4, no dia 1º de agosto.

Participação no Campeonato Carioca

A Miss Brasil Yolanda Pereira dá início ao jogo Vasco x Bangu, no dia 21 de setembro de 1930, em São Januário. Ao seu lado aparece a mascote Manô.
O forte time alvirrubro não mostrou suas qualidades apenas em outros estados. No dia 23 de março, no estádio de São Januário, disputando o Torneio Início, a equipe, depois de superar o Andaraí por 2 a 0, e o América por 1 a 0, conseguiu pela primeira vez chegar ao final deste tipo de competição. Infelizmente, jogando contra os donos-da-casa, o time banguense perdeu para os vascaínos pelo placar de 1 a 0, sagrando-se vice-campeão. Era uma prévia do que o Bangu faria no Campeonato Carioca.

O melhor jogo do campeonato ocorreu no dia 20 de abril, em General Severiano, pela terceira rodada. Ao findar o primeiro tempo, o Botafogo vencia tranqüilamente o Bangu por 3 a 1. Na etapa final, os "Mulatinhos Rosados" viraram o placar para 4 a 3, tendo Dininho marcado o gol decisivo no último minuto da partida.

O Bangu vinha embalado na competição até a rodada de 8 de junho, quando o campeonato foi paralisado para que os jogadores escalados para a Seleção Brasileira pudessem se preparar para a disputa da primeira Copa do Mundo, a ser realizada no Uruguai, no mês de julho. Quando o Campeonato Carioca foi reiniciado, em setembro, os banguenses se apresentaram sem o mesmo ritmo, perdendo três partidas seguidas, e acabando assim com o sonho de conquistar o título.

O alvirrubro não teve atletas convocados para a Seleção Brasileira - o que muitos cronistas consideraram uma injustiça. Afinal, o Bangu tinha Ladislau, artilheiro do Campeonato Carioca de 1930 com 22 gols em 20 jogos disputados. Para o seu lugar, a comissão técnica escolheu o jogador do Fluminense, Preguinho, vice-artilheiro do campeonato, com dois gols a menos que o "Tijoleiro".

Mas a primeira Copa do Mundo não serviu apenas para prejudicar a campanha do Bangu, atuando pela nossa Seleção estavam três ex-atletas alvirrubros: Brilhante, Itália e Fausto. Os três pertencentes ao Vasco da Gama.

A partir deste ano, e até 1934, o Bangu ganhava uma mascote para acompanhar o time na entrada em campo. O garoto Manô, levado por seu tio, o jogador Zé Maria, passou a ser um símbolo de sorte do alvirrubro nestes áureos tempos do início dos anos 30.

No jogo contra o Vasco, em São Januário, por exemplo, o pontapé inicial da partida foi dado pela Miss Brasil Yolanda Pereira, acompanhada de perto pela nossa mascote Manô. Porém, o acontecimento não trouxe sorte aos banguenses, que acabaram sendo derrotados por 2 a 1.

Ao final do Campeonato, o Bangu terminou posicionado na quarta colocação, atrás de Botafogo, Vasco e América, obtendo doze vitórias e dois empates em vinte jogos, e marcando 55 gols.

A campanha teve triunfos sensacionais, sendo o primeiro sobre o Fluminense, nas Laranjeiras, por 3 a 2; outros dois sobre o Botafogo, por 4 a 3 e 4 a 2; mais duas vitórias contra o Flamengo por 4 a 2 e 3 a 2; e uma goleada contra o América por 5 a 1, na penúltima rodada do Campeonato.

O time-base era composto por: Zezé, Domingos da Guia e Sá Pinto; Zé Maria, Santana e Eduardo; Plínio, Ladislau, Médio, Dininho e Jaguarão.