domingo, 29 de março de 2009

Botafogo F.C.

Em pé: Ferreira, Pascoalim, Mineiro, Paulão, Manoel Paulada e Júlio Amaral.
Agachados: Geraldão, Maritaca, Elvécio,Cunha e Nenê.
Crédito: http://desenvolvimento.miltonneves.com.br/QFL/Conteudo.aspx?ID=60585

Um dos mais famosos esquadrões formado pelo Botafogo de Ribeirão Preto.
Este é de 1973 e temos jogadores que deixaram o seu nome na história do clube. O lateral direito
Ferreira jogou no Vasco da Gama por 3 anos e foi campeão carioca de 1970, Pascoalim destacou-se no São Paulo, Geraldão foi para o Corinthians onde foi campeão paulista de 1977. Também temos Júlio Amaral com passagens por vários clubes e vem a ser pai do atacante Leandro Amaral, formado na Portuguesa de Desportos e recentemente vinculado ao Fluminense.

Ferreira
Benedito Bejamin Ferreira, o Ferreira, ex-lateral-direito do Comercial de Ribeirão Preto-SP, Vasco da Gama e Botafogo de Ribeirão Preto-SP.

Em 1966 Ferreira jogou tanto que foi contratado pelo Vasco da Gama numa transação milionária, à época. O Vasco deu pelo passe de Ferreira uma bela soma em dinheiro e mais o volante Maranhão, o mesmo Maranhão que abriu o marcador no célebre jogo Corinthians 0x3 Vasco, no Pacaembu, em 1966, na estréia de Garrincha no Timão. Os outros dois gols foram de Célio Taveira Filho.

Ferreira participou de um episódio inesquecível da história do futebol brasileiro. Ele jogou no "célebre" Botafogo de Ribeirão Preto que levou de 11 a 0 do Santos (oito gols de Pelé) na Vila Belmiro em jogo válido pelo 2º turno do Campeonato Paulista de 1964, um sábado à tarde.

Por incrível que pareça, o arqueiro do Botafogo (na época, Machado) foi escolhido naquele jogo o melhor em campo, por ter evitado uns 25 gols do Santos. Se ele não tivesse fechado o gol na ocasião, o Santos teria ganho de 36 a 0, e Pelé teria marcado uns 15 gols. E quando este jogo estava 0 a 0, você sabia que o lateral Carlucci chutou uma bola na trave de Gilmar? E que no primeiro turno do Paulistão de 64 esse mesmo Botafogo que levou de 11 havia ganho do Santos por 2 a 0 em Ribeirão? Só que no primeiro turno Pelé não jogou. Rossi vestiu a camisa 10. Ai, no returno, veio a tremenda vingança do Santos.

sábado, 28 de março de 2009

Villa Nova A.C.

1971
Em pé: Arésio, Zé Borges, Bráulio, Daniel, Cassetete e Mário Lourenço;
Agachados: Jésum, Paulinho Cai-Cai, Eduardo Perrela, Piorra e Dias


Apelido: Villa Nova
Nome Real: Villa Nova Atlético Clube
Fundação: 28/6/1908
Endereço: Praça Dr. Antônio Fonseca Jr 15 - Centro
CEP:34000-000 - Nova Lima/MG
Telefone: (31) 3541-1183
Estádio: Castor Cifuentes - Penidão (12.000)
Uniforme: Listras verticais vermelhas e brancas, branco, vermelhas
Web Site: www.leaodobonfim.hpg.ig.com.br
E-Mail: villanova@gdk.com.br

Principais Títulos
1932: Campeão da Liga Mineira de Futebol
1933/1934/1935: Tricampeão Mineiro
1937/1945/1946/1947/1953/1997: Vice-campeão Mineiro
1951: Supercampeão Mineiro
1968: Copa Centro Sul do Brasil
1971: Campeão Brasileiro da Segunda Divisão
1974: Campeão da Copa Centro de Minas Gerais
1976: Campeão do Torneio de Incentivo/Federação Mineira de Futebol
1977/2006: Bicampeão da Taça Minas Gerais
1987: Campeão do Torneio de Incentivo
1996/1997/1998/1999: Tetracampeão Mineiro do Interior
1930/1932/1935/1946/1953: Torneio Início


VILLA NOVA (MG) 2 x 1 PALMEIRAS (SP)
Data: 17/04/1982
Amistoso Interestadual
Local: Estádio Castor Cifuentes / Nova Lima
Renda: Cr$ 1.450.000,00
Árbitro: Antônio Gomes de Oliveira MG)
Gols: Jéferson 06, Rodrigues 09, Wellington 35/2º
VILLA NOVA: Ronaldo, Magela, Carlos, Paulo Roberto, Jardel, Orlando, Ernani, Jéferson, Wellington, Geraldo Touro, Omar (Celso)
PALMEIRAS
: Gilmar, Nenê, Luís Pereira, Deda, Vargas, Vitor Hugo, Célio, Aragonés (Mário Sérgio), Jorginho (Carlos), Enéas, Rodrigues / Técnico: Paulinho de Almeida
Cartão vermelho: Vargas (Palmeiras)

VILLA NOVA (MG) 2 X 0 FLAMENGO (RJ)
Data: 13/10/1929
Amistoso Interestadual
Local: Estádio Presidente Antônio Carlos / Belo Horizonte
Gols: Lacerda (pênalti) 01/1º, Lacerda (pênalti) 10/2º
Arbitro: Argemiro Dias (MG) e Euclides Dias (MG)
VILLA NOVA: Alencastro, Barão e Sérgio; Théo, Cícero e Eugênio; Lacerda, Moore, Carvalho, Lêra e Canhoto
FLAMENGO: Floriano, Hélcio e Cassilandro; Benevenuto, Rubens e Pedro Fortes; Nilton, Vicentino, Elói, Angenor e Cássio

VILLA NOVA (MG) 0 x 2 ATLÉTICO MINEIRO (MG)
Data: 31/07/1977
Campeonato Mineiro de 1977
Local: Estádio Castor Cifuentes / Nova Lima
Árbitro: Valdir Rodrigues, MG.
Expulsões: Claudinho e Tonho (V).
Gols: Marinho 09 e Paulo Isidoro 15/1º
VILLA NOVA: Helinho; Alan, Gilson Santana, Dias (Sabará) e Eberval; Claudinho, Pirulito (Paulinho) e Ronaldo; Marquinhos, Galvão e Tonho.
ATLÉTICO MINEIRO: Ortiz; Getúlio, Modesto, Vantuir e Hilton Brunis (Dionísio); Toninho Cerezo, Danival e Paulo Isidoro; Marinho, Marcinho (João Alfredo) e Marcelo / Tec: Barbatana.

VILLA NOVA (MG) 1 X 1 CRUZEIRO (MG)
Data:
18/9/1921
Taça Nova Lima
Gols: Nem 20, Nâni 32
Local: Estádio das Quintas / Nova Lima
Árbitro: Sr. Smith
VILLA NOVA: Morethzon, Vilela, Quita, Gallo, Baiano, Gentil, Cristiano, Zé de Deus, Totó, Nem e Atílio / Técnico: Ground Committe
CRUZEIRO: Cicarelli, Beppino, Ciccio, Izoni, Bassi, Quiquino, Galliano, Spartaco, Nâni, Nello e Armandinho / Técnico: Ground Committe

VILLA NOVA (MG) 3 X 1 DESPORTIVA (ES)
Data:
10/3/1985
Campeonato Brasileiro
Local: Estádio do Mineirão / Belo Horizonte
Renda: Cr$ 2.973.500
Público: 664
Gols: Paulinho 29/1º,Márcio 25, Paulinho 33, Cacá 37/2º
VILLA NOVA: Eudes, Cléber, Zé Eduardo, Isaac, Zé Carlos,Alcides (Ernâni),
Celso, Elísio, Márcio (Édson),Paulinho, Osmar / Técnico: Arizona
DESPORTIVA: Rogério, Bartô, Gabriel,Zé Carlos, Vicente Paixão,Japonês (Rosângelo),Tião, Naldo (Cacá), Tiziu, Luisinho, Botelho / Técnico: Zuza

CRUZEIRO (MG) 0 X 1 VILLA NOVA (MG)
Data: 22/03/1998
Campeonato Mineiro
Gol: Luiz Fernando Flores (10’ do 2º)
Público: 9.653
Renda: R$47.485,00
Local: Estádio Governador Magalhães Pinto – Mineirão (Belo Horizonte/MG)
Árbitro: Marco Antônio Cunha (MG)
Cartão Amarelo: Gustavo, Valdir Benedito, Caio, Luiz Fernando Flores, Marco Aurélio, Milton, André Sampaio
CRUZEIRO: Dida; Gustavo, Marcelo Djian, Wilson Gottardo e Gilberto; Valdir Benedito, Ricardinho, Caio (Marlon) e Elivélton; Alex Alves (Fábio Jr.) e Marcelo Ramos / Técnico: Levir Culpi
VILLA NOVA: Cláudio Santos; Carlão, Cláudio Roberto (Geovane), André Figueiredo e Wander; Alemão, Jean, Marco Aurélio (André Sampaio) e Luiz Fernando Flores (Anderson Duarte); Kal Baiano e Milton / Técnico: João Francisco

CRUZEIRO (MG) 0 X 2 VILLA NOVA (MG)
Data:
28/02/1999
Copa dos Campeões Mineiros / Fase Mineira da Copa Centro-Oeste
Público: 34.249
Renda: CR$175.992,00
Local: Estádio Governador Magalhães Pinto / Mineirão / Belo Horizonte/MG)
Árbitro: Antônio Willian Gomes (MG)
Assistente 1: Marco Antônio Gomes (MG)
Assistente 2: Edvaldo Roque Santos (MG)
Cartão Amarelo: Djair, Gustavo, Paulo Isidoro, Anderson Duarte, Taú
Gols: Wellington Amorim 41/1º, Christian 22/2º
CRUZEIRO: Rodrigo Posso; Gustavo, Marcelo Djian, João Carlos e André Luiz; Marcos Paulo, Djair, Valdo e Paulo Isidoro; Müller (Ricardinho) e Marcelo Ramos /Técnico: Levir Culpi
VILLA NOVA: Cláudio Santos; Régis, Cláudio Roberto (Fabrício), André Figueiredo e Emerson (Marco Aurélio); Taú, Anderson Duarte, Paulinho e Kal Baiano; Wellington Amorim (Newton) e Chrisitan / Técnico / Osmar Guarnelli

terça-feira, 24 de março de 2009

E.C. Internacional

Crédito: http://xjr.blig.ig.com.br/

Esquadrão do Internacional de Santa Maria de 1967 tendo em destaque Hélio Alves ex-jogador do Internacionl de Prto Alegre.

Fundado em 16 de maio de 1928, o Esporte Clube Internacional nasceu como resultado de várias reuniões no extinto Café Guarany entre um grupo de jovens que praticavam o foot-ball. A primeira diretoria, segundo jornais da época era composta por Carlos Peixoto (Presidente Honorário), Romano Franco (Presidente Efetivo), Antonio Lozza (Vice-Presidente), Marcino Castilho (1º Secretário), José Sfredo Sobrinho (2º Secretário), Luiz Cechella (1º Tesoureiro), José B. Lozza (2º Tesoureiro), Francisco Callage (Orador), Victorino Pereira da Silva (Capitão Geral), Miguel Pereira Gomes, Raphael Voto, Cícero M. Fontoura, Olavo Castagna, Paulo Domingues, José Carlos Almeida, Pedro Mothcy, João Fernandes e Santos da Silva Gomes.

Existem divergências acerca da escolha do nome e da escolha das cores do clube. Segundo Olavo Castagna – um dos fundadores – em entrevista a Candido Otto da Luz, o nome foi escolhido como homenagem ao campeão gaúcho de 1927, o Sport Club Internacional de Porto Alegre. A escolha do vermelho deu-se em homenagem a outro participante da fundação, Antonio Lozza, que como bom maragato sempre usava um lenço “encarnado”.

Já segundo Nelson Gündel, ex-dirigente e ex-jogador, por sugestão de Érico Weber – um dos fundadores – o clube nasceu com as cores da bandeira alemã – preto, amarelo e vermelho. Com os primeiros sinais da Segunda Guerra Mundial, pressentindo problemas pelas movimentações alemãs, o próprio Érico sugeriu ao então presidente Antonio Lozza que o preto e o amarelo fossem substituídos pelo branco. Dessa forma, o clube assumiu as cores defendidas até hoje. Sobre o nome, Gündel diz que a opção por Internacional se deve à sugestão de Victorino Pereira da Silva, que, à época, almejava fundar um clube que superasse os ferroviários do Riograndense Futebol Clube – o mais forte da cidade até então. Como parte desta aspiração optou por um nome de maior abrangência – Internacional.

Os primeiro confrontos do Internacional aconteceram em 19 de agosto de 1928. O evento – denominado na época como baptismo colorado – foi marcado por dois jogos entre os 1ºs e 2ºs quadros entre Inter/SM e Militar Foot-Ball Club no campo do adversário. No jogo entre os 2ºs quadros, o Militar venceu por 2 a 1. Já no jogo entre os times principais o Militar venceu por 2 a 0. O plantel, com jogadores que se alternavam entre o primeiro e segundo times, era composto por Almeida, Toaldo, Juvenil, Vitorino, Ladeira, Lozza, Geraldo, Chamy, Tabica, Coelho, Oscar, João, Gomes, Moraes, Borim, Osório, Gavião Montey, Gama, Cícero, Leonardo, Diniz, Luiz e Castagna.

O primeiro gol marcado pela equipe principal aconteceu no segundo jogo. O Inter perdeu por 2 a 1 para o Gaúcho Foot-Ball Club em 30 de setembro de 1928 no campo do Prado. No entanto não há registro do autor deste gol. A equipe colorada anunciada pelo Diário do Interior para o jogo era composta por Almeida; Toaldo e Juvenil; Victorino, Ladeira e Lozza; Geraldo, Chaney, Tabica (capitão), Coelho e Oscar. O segundo time – que também perdeu por 2 a 1 para o Gaúcho – jogou com João; Gomes e Moraes; Borim, Osório e Gavião; Monty, Gama, Cícero (capitão), Leonardo e Diniz.

O primeiro registro conhecido de um autor de gol pelo time principal do Internacional é apenas do terceiro jogo – o qual marca também a primeira vitória colorada. Jango marcou os 2 primeiros gols no triunfo por 4 a 1 contra o União de Jacuhy (atual cidade de Sobradinho) no dia 25 de novembro de 1928 na casa do adversário. O colorado santa-mariense jogou com João; Nenê e Graxa; Gomes, Monte e Asbu; Gury, Gama, Jango, Ribeiro e Tabica. Os outros gols foram anotados por Monte e Ribeiro.

O primeiro jogo oficial aconteceu em 13 de maio de 1930, válido pelo Torneio Início. O Inter venceu o 7 de Setembro por 1 a 0 – gol de Tabica – no Estádio dos Eucaliptos. Na mesma data e pela mesma competição, aconteceu o primeiro Rio-Nal. O resultado de empate em 1 a 1 deu início à histórica rivalidade entre Internacional e Riograndense.

O primeiro troféu conquistado pelo colorado data de 27 de setembro de 1931. Foi em um amistoso nos Eucaliptos contra o Brasil. A vitória de 5 a 2 garantiu a taça ofertada pelos Agentes da Cia. de Seguros Sul América.

O primeiro campeonato conquistado pelo Inter/SM foi o Citadino de Segundos Quadros de 1934.

Os anos de 1940 foram os mais gloriosos no início da história colorada. Nesta década veio a primeira vitória em Rio-Nais. Navalha fez o único gol no clássico disputado em 12 de maio de 1940 na campo do Militar. A jogada do gol foi assim descrita pelo Jornal A Razão: “Iam 20 minutos de jogo na segunda fase, quando Cherubim alivia forte e Itaqui emenda para a direita. Navalha recebe e escapa pela ala, assediado por Joãosinho. O ponta colorado fecha e poucos passos além do risco branco, apezar do adversário assediá-lo, despacha o couro quase rasteiro, na esquina contrária a que se encontra Salaberri, deixando o arqueiro dos Eucaliptos completamente fora de chance. Delirou a torcida colorada e o jogo prosseguiu movimentado” (14/05/1940).

O primeiro título com a equipe principal também veio neste período. Foi o Citadino de 1942. Com a vitória de 2 a 1 sobre o Riograndense no dia 16 de agosto de 1948 no campo do Militar, o colorado quebrou uma seqüência de 7 títulos do principal rival. Os gols do título foram marcados por Ricardo e Semedo. A equipe do Inter/SM jogou com Cilso; Joãosinho e Damião; Barulho, Biga e Otacílio; Tumbia, Semedo, Maidana, Trado e Ricardo.

Em 1943, o clube começava a projetar o Estádio Presidente Vargas. A inauguração aconteceria em 1947.

No Rio-Nal de 12 de setembro de 1948 entrou em campo pela primeira vez com a camisa colorada o maior goleador da história do Inter/SM. Tarica foi um dos 5 atacantes no empate em 2 a 2 e, apesar de não marcar gols em seu primeiro jogo, até hoje é reconhecido como o jogador

Tricampeão citadino (1949, 1950 e 1951), o Internacional disputou o seu primeiro campeonato estadual de profissionais em 1954.

Após 4 anos de jejum, em 1955, tornou-se mais uma vez Campeão de Santa Maria. Após novo período sem títulos voltou a vencer o Citadino novamente em 1965 e invicto. Em 1966 tornou-se bicampeão da cidade e conquistou também o título de Campeão Regional. Este título foi marcado com a vitória de 5 a 4 nos pênaltis contra o São Paulo de Rio Grande – após empate em 1 a 1 no tempo normal. A partida foi disputada no Estádio Passo D’Areia em Porto Alegre. Dezenas de torcedores foram à capital no denominado Trem da Excursão.

Em 1968, o Inter/SM voltou a vencer o Citadino tornando-se Tricampeão Invicto (não houve Citadino em 1967). Também neste ano, pela primeira vez, o Colorado Santa-mariense subiu para a Divisão Especial do Campeonato Gaúcho. O título conquistado na Zona B do Ascenso garantiu o clube no Gauchão de 1969. Hélio Alves foi o herói do título ao marcar os dois gols da vitória contra o Grêmio Santanense no dia 06 de outubro em Sant’Anna do Livramento. Em seu primeiro Gauchão na 1ª divisão, o clube fez uma boa campanha, mas não passou da primeira fase.

No dia 14 de fevereiro de 1971, na derrota por 1 a 0 para o Pelotas na Boca do Lobo, estreou pelo Internacional Luiz Alberto Salenave, o Donga, que viria a se tornar o jogador a mais vezes atuar pelo Colorado Santa-Mariense.

Em 1973 o Internacional alcançou o 3º lugar na Copa Governador do Estado e em 1974 conquistou o Citadino.

Em 17 de dezembro de 1979, com a vitória sobre o Estrela por 1 a 0 (gol de Hélio Oliveira na prorrogação) no Presidente Vargas, o Internacional conquistou o título da Copa Governador do Estado.

Pela primeira vez o Inter/SM classificou-se para disputar uma competição nacional. Com o bom desempenho no Gauchão de 1980 (3º lugar no Hexagonal), a equipe colorada classificou-se à Taça de Prata de 1981, espécie de 2ª divisão do Campeonato Brasileiro. Ainda pelo Gauchão de 1980, em um jogo contra o Guarany de Bagé, Guinga marcou o gol mais rápido da história dos Gauchões, abrindo o placar para o Internacional logo aos 9 segundos de jogo.

A participação na Taça de Prata foi modesta, ficando de fora ainda na primeira fase em um grupo que também o Palmeiras de São Paulo. No entanto, a participação no Gauchão de 1981 foi excepcional e o clube terminou a competição em terceiro lugar, garantindo assim presença na Taça de Ouro de 1982 (1ª Divisão Nacional). A campanha no Gauchão foi tão boa que, no Hexagonal final, o Colorado conquistou 2 vitórias e 2 empates nos quatro jogos contra a dupla Gre-Nal. O título de Campeão do Interior veio no último jogo com a vitória por 1 a 0 (gol de Valdo) contra o São Borja no Presidente Vargas.

Na Taça de Ouro de 1982, a equipe ficou em terceiro lugar na primeira fase e classificou-se para a etapa seguinte. Compôs o grupo J juntamente com Operário (MS), América (RJ) e Vasco da Gama (RJ). Jogou no Maracanã em 06 de março, perdendo para o América por 3 a 0. Apesar de não se passar à 3ª fase teve momentos marcantes como a goleada de 3 a 0 (gols de Robson, Toninho e Valdo) contra o Vasco de Mazaropi, Rondineli, Cláudio Adão e Roberto Dinamite em 25 de março.

Em 1983 o Inter/SM conquistou o Troféu Centenário do Jornal A Razão vencendo o Riograndense por 2 a 0, gols de Chicota. Este jogo marcou a despedida de Donga que, com 579 jogos, ainda é o jogador que mais vezes vestiu a camiseta do Internacional. No mesmo ano, o time feminino Colorado conquistou o Título do Interior.

Em 1984, após uma seletiva gaúcha, conquistou vaga na Taça CBF (2ª divisão do Campeonato Brasileiro). Chegou às semifinais, quando enfrentou o Remo do Pará. Porém, com um empate e uma derrota acabou ficando em 3º lugar na competição. Neste mesmo ano, pela primeira vez, o Inter/SM venceu o Grêmio no Estádio Olímpico. No dia 03 de setembro, em jogo válido pelo Gauchão, fez 1 a 0 com gol de Rogério aos 46 minutos do segundo tempo.

O Internacional de Santa Maria teve em sua história uma presidente. Foi Sirlei Dalla Lana, eleita em 26 de março de 1985. Ela foi a primeira mulher a dirigir um clube profissional de futebol no Brasil.

Em 1987, o clube voltou a conquistar a Copa Governador do Estado, ao vencer por 1 a 0, gol de Bira, o Novo Hamburgo no Estádio Santa Rosa.

Após ser rebaixado em 1989 e perder injustamente a vaga no Ascenso em 1990, o Inter/SM venceu a Série B em 1991 com grande campanha. Obteve o maior número de pontos ganhos, maior número de vitórias, melhor ataque, defesa menos vazada, goleiro menos vazado e menor número de derrotas. O título veio na Batalha de Sarandi. Após a vitória de 1 a 0 contra o Ipiranga daquela cidade (gol de Cássio), jogadores do adversário transformaram o campo em campo de batalha ao tentar agredir jogadores e comissão técnica santa-marienses.

Em 1995, o Internacional voltou a vencer o Citadino. Na disputa com o Riograndense foram dois jogos. Empate no primeiro jogo em 1 a 1, com gol colorado marcado por João de Deus – clássico apitado pela árbitra Ivani de Gregori. No segundo jogo – apitado por Sônia Tavares – vitória por 1 a 0, gol de Rogério.

Entre os anos de 1995 e 1997 o clube disputou a Série B do Gauchão. O ascenso mais um vez foi conseguido com uma vitória por 1 a 0, desta vez com gol do artilheiro Badico contra o São Paulo de Rio Grande na Baixada Melancólica em 05 de abril. Com este resultado o Inter/SM garantiu antecipadamente o seu retorno à elite do futebol gaúcho.

Em 28 de julho de 1999 estreou no Internacional o atacante Josiel – 1 a 1 contra o Pelotas na Boca do Lobo em jogo válido pela seletiva para o Brasileiro da Série C. Neste ano, o clube conquistou a Taça Santa Maria. O título foi decidido em 4 Rio-Nais. Depois de dois empates (0 a 0 e 1 a 1) e uma vitória para cada lado (2 a 1 para o Internacional e 1 a 0 para o Riograndense), o título foi decidido em cobranças de pênaltis: 4 a 2 para o Inter/SM campeão.

Entre 2000 e 2007 o clube disputou a Série B do Campeonato Gaúcho. Desde a primeira participação na Divisão Especial do futebol gaúcho – em 1968 – foi o maior período longe do convívio com os grandes do Rio Grande do Sul. Nesse período o clube chegou a trocar de nome – passando a ser chamado de Santa Maria Esporte Clube – mas logo voltou a ser denominado E. C. Internacional.

O objetivo de retornar à Série A em 2008 – ano dos 80 anos do clube – foi alcançado na última rodada da Série B 2007. Após o segundo lugar na primeira fase e a liderança na segunda, o Colorado começou o Octogonal Final com um empate (1 a 1 com o Ypiranga em Erechim) e duas vitórias (3 a 0 no Rio Grande em casa e 3 a 1 no Grêmio Bagé na cidade da fronteira). No primeiro turno ainda teve duas derrotas (1 a 0 para o Santo Ângelo e 1 a 0 para o Pelotas), um empate (1 a 1 com a Sapucaiense) e uma vitória (2 a 1 no Ipiranga de Sarandi). O segundo turno começaria com uma vitória contra o Ypiranga por 3 a 1 no Presidente Vargas, mas continuaria com 4 resultados negativos: derrota por 2 a 1 para o Rio Grande e empates em casa em 1 a 1 contra Grêmio Bagé e Santo Ângelo. Tais resultados fizeram com que o Inter/SM tivesse que buscar vitórias nos 3 jogos que restavam, sendo 2 fora de casa. E o Colorado o fez. Na 12ª rodada venceu a Sapucaiense por 1 a 0 com gol de Marcelo em Sapucaia do Sul. Na rodada seguinte foi a Sarandi e venceu o time da casa também por 1 a 0, gol desta vez marcado por Fabinho. Tornava-se necessária então apenas uma vitória simples para o retorno à Série A.

No dia 29 de setembro de 2007, em um Presidente Vargas lotado, Inter/SM e Pelotas alinharam-se para determinar quem subiria à elite do futebol gaúcho no ano seguinte. O Internacional, treinado por Bebeto Rosa, entrou em campo com Luciano; Aládio, Alex e Cirilo; Rangel, Polaco, Paulo César, Chiquinho e Fabinho; Marcelo e Alê Menezes – Alexandre Veiga, Edinho e Flaviano entrariam mais tarde. O primeiro gol da partida foi marcado por Cirilo, após cobrança de escanteio de Chiquinho logo aos 10 minutos da primeira etapa. No início do segundo tempo, em mais uma bola parada, Chiquinho, novamente, cruzou e Alê Menezes (goleador da equipe na competição) cabeceou para o fundo das redes. O Pelotas ainda descontou com Michel, mas, apesar da pressão do adversário, o Internacional conseguiu efetivar a vitória que garantiu o cumprimento do principal objetivo da temporada.

A reestréia no Gauchão Série A aconteceu em uma tarde quente de verão contra o badalado Internacional de Porto Alegre. Em um Presidente Vargas totalmente renovado e lotado, o resultado foi empate: 2 a 2 em um jogo movimentado que teve como artilheiros pelo lado santa-mariense Alê Menezes e Jean Michel.

Após a estréia, o Inter/SM alcançou e manteve a liderança por várias rodadas, perdendo a invencibilidade apenas na primeira rodada do segundo turno, na derrota por 1 a 0 para o São José em Porto Alegre. Ao final da primeira fase, ficou em segundo lugar com 26 pontos em 14 jogos (7 vitórias, 5 empates e 2 duas derrotas).

Nas quartas-de-final enfrentou a Sapucaiense em dois jogos. Após perder em São Leopoldo pelo placar de 2 a 1 (com Anderson Bill descontando aos 49 do segundo tempo), o colorado venceu a equipe metropolitana pelo placar de 2 a 0 (gols de Anderson Bill novamente e Alê Menezes).

Nas semifinais foi a Caxias do Sul e venceu o Juventude em pleno Alfredo Jaconi. João Paulo fez o único gol em uma partida que teve como grande destaque o goleiro Goico. Apesar de poder até empatar no jogo de volta, o Inter/SM acabou derrotado no Presidente Vargas por 4 a 2 (com Chiquinho e Jean Michel marcando para o colorado). Apesar da eliminação, o saldo foi positivo com a torcida incentivando do início ao fim, aplaudindo os jogadores ao final do jogo e a vaga à Série C do Campeonato Brasileiro 2008 garantida.
Fonte: http://blog.soccerlogos.com.br/

São Paulo F.C.

Em pé: Desordi. Poy. Sarará. Riberto. Vitor e Mauro.
Agachados: Maurinho. Amauri. Gino. Zizinho e Canhoteiro.
Crédito: http://www.arquivotricolor.com/

Esquadrão que conquistou o Campeonato Paulista de 1957 em cima do Corinthians.

O Corinthians era o favorito. Tinha um time com grandes valores individuais, uma estrutura técnica bem definida e uma garra que virou tradição. A equipe funcionava como um relógio, tinha personalidade e havia muita harmonia dentro do clube. O São Paulo não era exatamente o fantasma do campeonato, mas era quase. Naquele final, aparecia como a grande surpresa. O campeonato paulista de 1957 foi disputada em duas fases. Dos vinte clubes que disputaram a fase inicial, apenas dez se classificaram. O São Paulo entrou na última vaga. Mas com sua difícil classificação veio a transformação. Para estruturar este time o São Paulo já tinha um mestre experimentado e com um profundo conhecimento do futebol, o técnico húngaro Bela Gutman. Em campo já existia até mesmo um líder, o zagueiro Mauro Ramos de Oliveira. Mas faltava um mestre em campo, que orientasse os jogadores, que desse ritmo ao jogo, que soubesse dosar suas energias. De preferência, um veterano, com experiência e malícia. Este jogador existia e morava no Rio de Janeiro. O São Paulo foi lá e trouxe Zizinho que deu uma nova vida ao time tricolor.

Antes da decisão, o São Paulo tinha uma derrota diante da Portuguesa por 4x0 na primeira rodada da fase final. O Corinthians esteve na liderança durante todo campeonato. Depois de trinta e cinco partidas invictas, os corinthianos perderam para o Santos por 1x0 na penúltima partida do certame. Com esta derrota o time também perdeu a vantagem de dois pontos que tinha sobre o São Paulo. E na decisão lá se foi um pouco da tranqüilidade daquele que desde do inicio do campeonato já era considerado o campeão. Os episódios do primeiro turno voltaram a tona principalmente o choque entre Maurinho e Alfredo, que o lateral corinthiano teve sua perna fraturada. Todos isentaram Maurinho, mas ficou a marca. A briga entre Gino e Luizinho também era muito comentada. Torcida e jogadores levaram os fatos para a decisão.

As seis horas da manhã naquele dia 29 de dezembro de 1957 já tinha gente chegando ao Pacaembú. À uma hora da tarde, a garoa continuava e os portões foram fechados. Primeiro entrou o São Paulo com Poy. Desordi e Mauro. Sarará. Vitor e Riberto. Maurinho. Amauri. Gino. Zizinho e Canhoteiro. Dino Sani, contundido não jogou. Sarará era seu substituto. Depois entrou o Corinthians com Gilmar. Olavo e Oreco. Idário. Valmir e Benedito. Claudio. Luizinho. Indio. Rafael e Zague. O desfalque corinthiano era Roberto que foi substituído por Benedito. Para garantir a imparciabilidade o trio de árbitros tinha um brasileiro e dois ingleses. Alberto da Gama Malcher, o juiz, Lynch e Cross, os auxiliares.

O jogo começa com o Corinthians mandando na partida e logo aos cinco minutos acontece o primeiro encontro Luizinho-Gino. O juiz não deixou por menos. Chamou os dois e ameaçou de expulsão. O primeiro tempo terminou com os dois times jogando bem abertos procurando o gol com insistência. O São Paulo aos poucos foi impondo sua técnica e equilibrou a partida.

O drama corinthiano começou aos dezessete minutos do segundo tempo. Zizinho cobra uma falta para Gino que, de cabeça, manda para Amauri que abre a contagem. Logo aos dezenove minutos, embalados pelo primeiro gol, Zizinho entrega para Amauri que atrai a zaga do Corinthians e passa na medida para Canhoteiro marcar o segundo gol do São Paulo. Precisando ganhar o Corinthians parte para o ataque e aos vinte dois minutos, Rafael, de puxada, diminuiu o placar. O tempo restante foi dramático para os corinthianos que era todo ataque. Era o time da garra e da raça que a torcida estava acostumada a ver. Benedito mandou duas bolas na trave do São Paulo que se defendia de qualquer maneira. Zizinho procurava prender a bola para passar o tempo. Como o Corinthians estava todo no campo do São Paulo e não marcava, um chutão para frente pegou Maurinho livre. O ponteiro bateu na corrida o lateral Olavo, invadiu a área, driblou Gilmar e marcou 3x1. Um gol que definiu o titulo para o São Paulo aos trinta e quatro minutos. Os corinthianos ainda reclamaram impedimento que não houve. Olavo tenta agredir o juiz e um grupo de jogadores cercam o bandeirinha. Maurinho, empolgado com o gol, deixou a bola no fundo das redes, disse qualquer coisa para o goleiro Gilmar que saiu perseguindo o ponteiro sanpaulino que somente parou com a chegada do grupo do deixa disso.

O gol de Maurinho quebrou todas as esperanças de reação do Corinthians. No campo já não havia mais ninguém que pudesse evitar o desastre. Mas foi só terminar o jogo para o tempo fechar de novo. Em vez de confetes tricolores, caiu uma chuva de garrafas, pedras e outros objetos enviadas pela torcida corinthiana. No campo, Olavo partiu com violência para tirar satisfação com o bandeirinha inglês. No meio de tanta confusão, os sampaulinos foram comemorar o titulo nos vestiários. O titulo para o São Paulo foi justo pelo que os sampaulinos fizeram na segunda fase do campeonato com um reação que poucos acreditavam. Para o Corinthians, a perda do titulo foi um castigo para aqueles que pensavam ter ganho o campeonato antes do seu final.


quinta-feira, 19 de março de 2009

Radium F.C.

Em pé : Jorge Massagista, Ary, Nego, Conceição, Éca, Alípio, Stacys e Caju.
Agachados : Mamão, Gomes, Beijinho, Ary Curto, Silas, Isidoro, James e Jorge.
Crédito: http://www.radiumfc.com.br/

Esquadrão do Radium de 1952 que disputou a primeira divisão de profissionais.

Nome: Radium Futebol Clube
Fundação: 1º de Maio de 1919
Mascote: Periquito
Endereço: Praça Pacífico Costa Lima, s/n - CEP: 13.736-000 - Mococa/SP
Telefone: (19) 36560060
Estádio: Olímpico de São Sebastião - Capacidade: 9.000 pessoas
Presidente: Cleber Barros de Mello
Website oficial: www.radiumfc.com.br

História
No dia 1º de maio de 1919 foi fundado na cidade de Mococa o Radium, da fusão do Operário FC e do Mocoquense FC. Recebeu este nome como forma de homenagem ao elemento químico recém-descoberto pela cientista francesa Madame Curie: o Radium (que anos depois passou a se chamar Rádio), que pressupunha força, potência e energia.

Do ano de sua fundação até 1948, o clube disputou competições amadoras e torneios regionais e a partir de 1949 ingressou nas competições profissionais, no Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Além disso, o Radium desde que nasceu utilizou o mesmo escudo e as mesmas cores, o verde e branco, assim ficando conhecido como “Verdão da Mogiana”.

Logo em 1950 a equipe conseguiu seu primeiro título, o de campeã da “Segundona”, e com essa conquista, teve o direito de participar da Primeira Divisão no ano seguinte. Esteve na elite do futebol estadual ao lado de Corinthians, da Portuguesa de Desportos, e do São Paulo, entre outros, por duas temporadas: 1951 e 1952.

Após ficar o ano de 1953 sem competir profissionalmente, voltou em 1954 no então Campeonato Paulista da Primeira Divisão (equivalente a atual Série A2), competição que disputou até 1957. No ano seguinte, mais um período longe dos torneios profissionais, com o retorno em 1961 na Terceira Divisão Estadual.

De 1962 até 1976 o clube esteve mais uma vez longe dos campeonatos profissionais, voltando na “Terceirona” de 1977, divisão que permaneceu até 1979, quando ao lado do Amparo e do Lemense conseguiu o acesso à Segunda Divisão de 1980. Ainda neste ano, o clube realizou o primeiro amistoso internacional da história contra a Seleção da Arábia Saudita.O resultado foi 4 a 1 para os brasileiros.

Em 1988 o clube de Mococa foi rebaixado e disputou por dois anos o Campeonato Paulista da Segunda Divisão (equivalente a atual Série A3), quando em 1990 novamente obteve o direito de subir uma divisão e chegar à Série Intermediária, competição que esteve inscrito por quatro temporadas.

Em 1994 disputou o Campeonato Paulista B1A, equivalente à quarta divisão do futebol estadual, e continuou nesta competição até 1996. Nas temporadas de 1997 e 1998 esteve ausente do profissionalismo e no ano seguinte, em 1999, disputou a Série B1B.

Do ano 2000 até 2003 participou do Campeonato Paulista da Série B2 e neste meio tempo, entre 2001 e 2003, esteve presente em três edições da Copa São Paulo de Juniores, sendo eliminado na primeira fase de todas. Em 2005 passou a competir na Segunda Divisão Estadual.

Passaram pelo Radium grandes nomes do futebol paulista, talvez o mais conhecido tenha sido Gilmar Justino Dias, o "Mococa", ex-volante do Palmeiras.

Principais Títulos
1948 - Vice Campeão Amador do Estado
1950 - Campeão Paulista da 2ª Divisão
1977 - Vice Campeão da 1ª Divisão de São Paulo
1978 - Vice Campeão da 1ª Divisão de São Paulo
1980 - Vice Campeão Junior da 2ª Divisão de São Paulo
1990 - Vice Campeão da 2ª Divisão de São Paulo
1991 - Vice Campeão do Torneio Início da Divisão Intermediária

Sport Clube Recife

Crédito: http://www.meusport.com/

Sport Club do Recife (também conhecido como Sport ou Sport Recife) é o clube com mais títulos pernambucanos (37), mais títulos Nordestinos (4), o único de Pernambuco a se sagrar Campeão Brasileiro (1987) e o único clube do Norte/Nordeste campeão da Copa do Brasil (2008), possui a maior torcida de Pernambuco e a maior torcida do nordeste.

Nome oficial: Sport Club do Recife
Fundação: 13/05/1905
Estádio: Ilha do Retiro (capacidade 35.000)
Presidente: Milton Bivar
Treinador: Nelsinho Batista
Liga: Campeonato Brasileiro Série A
Site oficial: http://www.sportrecife.com.br

Principais Títulos
Campeonato Brasileiro (1): 1987;
Copa do Brasil (1): 2008;
Campeão Pernambucano (37): 1916 e 1917(invicto)(bi), 1920, 1923, 1924 e 1925(tri), 1928, 1938(invicto), 1941(invicto), 1942, 1943(tri), 1948, 1949(bi), 1953, 1955, 1956(bi), 1958, 1961, 1962(bi), 1975, 1977, 1980 1981(super), 1982(tri), 1988, 1991, 1992(bi), 1994, 1996, 1997, 1998(invicto), 1999, 2000(penta), 2003, 2006, 2007 e 2008;
Copa do Nordeste (4): 1968, 1970, 1994 e 2000.

A.A Caldense

Técnico Francisco Consolo, Júlio Teixeira, Maran, Tatão, Hélio Abreu, Jaime, Lolo, Vitor Cheberle, Hélio Gaiga, Tião Vacarelli, Canjerê e Alemãozinho.
Crédito: http://caldense.com.br/multimidia_fotoshistoricas.asp

Esquadrão da Caldense de 1941

História
O futebol, introduzido no Brasil no final do século XIX por um grupo de ingleses residentes em São Paulo, chegou a Poços de Caldas em 1904, com a fundação do Foot-ball Club. Consta que um de seus fundadores, Paulino de Souza, naquela ocasião estudante de medicina da capital paulista, havia trazido uma bola de futebol, objeto desconhecido na vila.

Várias outras agremiações nasceriam no princípio do século XX. Mas alguns desses clubes desapareceram em seguida. Caso do Internacional F.C, que encerrou suas atividades no mês de fevereiro de 1925. Alguns remanescentes destas equipes se uniram naquele ano, formando a Associação Atlética Caldense, clube que hoje é o maior centro esportivo da cidade.

No dia 16 de novembro de 1925, alguns jovens esportistas, chefiados por João de Moura Gavião, reuniram-se na Photografia Selecta, sede provisória do time, situada na avenida Francisco Salles, perto do Hotel Lafaiete, para eleger a primeira diretoria, assim constituída:

João de Moura Gavião – presidente, professor Hugo Sarmento - vice-presidente, Romeu Chiacchio - 1º secretário, Cherubim Borelli - 2º secretário, Caetano Pereira – tesoureiro, Flaminio Maurício – procurador, Octávio Mantovani - diretor esportivo. A Comissão de Sindicância era composta por João de Oliveira Carmo, Antônio Ricci Júnior, Domingos Lamberti, Vitor Fortunato e Adolpho Guetti.

Os tempos iniciais foram difíceis, mas a esforçada associação despertou na mocidade um forte entusiasmo pelo futebol, que se tornava a coqueluche do momento. Sua comissão técnica trabalhou com afinco para que as agremiações possuíssem o melhor plantel da cidade.

Após algumas vitórias, em dezembro de 1925 o novo esquadrão enfrentou o Cruz Vermelha, campeão local. Mas, apesar de bem preparado, devido a uma chuva impertinente que caiu antes do jogo, foi derrotado por 3x2.

Esse revés não desanimou os valentes jogadores e, no ano seguinte, vários encontros amistosos com times de cidades vizinhas consagraram a Veterana nos meios esportivos regionais.

Fora criado o time, porém o grêmio social esportivo denominado Associação Atlética Caldense passou a existir após uma reunião realizada no dia 3 de abril de 1926, com a fusão da Caldense e o Gambrinus F.C. A primeira diretoria eleita foi constituída por: capitão Afonso Junqueira - presidente honorário, Fosco Pardini - presidente efetivo, Ulpiano César Mine - vice-presidente, João de Moura Galvão – tesoureiro, Cherubim Borelli - 1º secretário, Lourenço Batiston - 2º secretário, Hugo Sarmento - orador oficial e Arthur Cherchiai - colaborador. Dois dias depois houve uma reunião de trabalho a fim de colocar em prática o funcionamento da associação.

O falecimento prematuro do fundador João de Moura Gavião em 1927 trouxe o luto para a nascente da associação, que passou algum tempo desanimada e com reduzido ardor para a luta. No entanto, aos poucos o conjunto retomou o ritmo, batalhando com amor e energia para a glória do clube.

Durante a gestão do presidente João Porfírio Bueno Brandão, em 1928, a diretoria resolveu comemorar, daí por diante, a fundação da Caldense no dia 7 de setembro, por ser uma importante data cívica e coincidir com o feriado nacional. Esta determinação foi oficializada em 1943, na presidência de João Coelho da Silva.

No início de sua existência, o clube não possuía nem sede social e nem campo próprio. Existia apenas na cidade o campo do Internacional F.C., no atual jardim fonte luminosa, não havendo arquibancada nem gramado. Os torcedores ficavam em pé e os jogadores tinham que se contentar com um campo pelado e negro.

Antes mesmo da fundação do time, os jovens desportistas já tinham escolhido o terreno do “Chalé Procópio” para as atividades futebolísticas dos domingos. A partir de 1926, a Caldense começou a dar os primeiros passos para conseguir a área do coronel Christiano Osório de Oliveira, que naquela ocasião era um enorme brejo, onde a meninada ia caçar rãs.

Em 1929 uma comissão chefiada pelo prefeito Carlos Pinheiros foi a São João da Boa Vista pedir ao coronel Osório a cessão do imóvel.

O terreno, cedido a título precário, foi drenado e cercado de madeira. A partir dos anos 30, foi composta uma arquibancada rústica. Em 1947, a diretoria do presidente José Anacleto Pereira conseguiu da família de Christiano Osório um comando de uso, com o prazo de 20 anos, para as instalações do clube.

As diversas diretorias que se sucederam muito fizeram para o progresso e glória da agremiação, melhorando e iluminando o campo de futebol e iniciando a construção da quadra coberta, permitindo assim a realização de partidas noturnas e o desenvolvimento do esporte especializado.

A sede inicial e provisória do time da Caldense foi a Photographia Selecta, em 1925. Em seguida vários outros endereços: Palacete Cobra, na praça Pedro Sanches, antigo Cassino Gibimba, de 1938 a 1942, no Polietema, na avenida Francisco Salles até 1959, edifício Imperial até 1962 e, finalmente, em 1962 junto ao estádio Christiano Osório, a partir de dezembro de 1962, na gestão do presidente Antônio Megale. A sede social foi obtida no mesmo ano, com a doação oficial da família Osório. Com a posse do imóvel, vários melhoramentos foram realizados pelas diretorias subseqüentes, como a construção da piscina.
Entre 1960 e 1961 o futebol da Veterana ficou famoso nos meios esportistas pela campanha das 57 partidas invictas, o que proporcionou uma onda de entusiasmo entre associados e moradores de Poços de Caldas.

Durante a presidência do Dr. Antonio Megale, em 1962, a Caldense se tornou proprietária do terreno que compreendia o campo de futebol e as demais dependências esportivas, devido à doação definitiva feita por Cristiano Osório de Oliveira Filho, grande desportista e amigo de Poços de Caldas. Essa transação foi realizada graças ao empenho do prefeito David Benedicto Ottoni que, com a aprovação da Câmara Municipal, se comprometeu em troca a proceder o arruamento da chácara Osório pela prefeitura.

Com a posse do imóvel, vários melhoramentos puderam ser executados pelas diretorias subseqüentes, como a construção das piscinas, da sede social, dos ginásios, saunas, etc.

Lutando em seu próprio estádio, que foi durante muitas décadas o palco de memoráveis vitórias do Verdão, e após a edificação das quadras cobertas que possibilitaram a realização dos saudosos Jogos Abertos, a Caldense pôde se destacar nos meios esportivos, tornando-se orgulho dos poços-caldenses de nascimento e de coração.

Com a inauguração do Estádio Municipal Ronaldo Junqueira, em 1979, o campo da Associação Atlética Caldense foi desativado e em seu lugar foram construídas duas quadras de tênis, de peteca, um parque infantil, assim como uma nova piscina para atender o número de associados que a cada ano crescia.
No final da década de 1980, o clube adquiriu, na saída da cidade, uma área de treinamento do futebol profissional, denominada Ninho dos Periquitos. Hoje, o local conta com alojamento, três campos de futebol e piscina para a preparação dos jogadores da Veterana.

Na década de 1990, foi implantada a biblioteca Oscar Nassif, houve a ampliação da área de lazer com os quiosques construídos e a inauguração da piscina aquecida.

Em 2002, a Caldense conseguiu o maior título de sua historia, conquistando o Campeonato Mineiro. Apesar de uma campanha brilhante e difícil, a equipe verde e branca mostrou toda a capacidade ao lotar o estádio Ronaldão e derrotar o Nacional, levando o nome de Poços de Caldas ao futebol do Estado.
Na gestão do atual presidente, o futebol passou a ser incorporado o ano todo, sendo um sonho realizado pelos torcedores da Veterana. Na sede social aconteceram melhorias, com aquisição de aparelhos de musculação, reformas dos vestiários e, recentemente, com a nova grama do campo de futebol society.