sábado, 30 de maio de 2009

C.S. Marítimo

 Em pé:Noêmio, Olavo, Ferro, Fernando e Osvaldinho
Agachados: Valter, Mariano, Eduardo Luis, Eduardinho, China e Dejair

Esquadrão do Marítimo da Ilha da Madeira que contou com o meia China entre 1978 e 1981.

China
Meia-esquerda habilidoso, criativo e que conduzia o time ao ataque, China foi revelado pelo Palmeiras, conquistou o título do Brasileiro de Seleções Estaduais por São Paulo e do Pré-Olímpico da Colômbia. Disputou a Olimpíada do México e a Taça Libertadores, ambos em 1968. Chegou a ser comparado com Rivellino, em razão do potente chute de canhota, dos lançamentos açucarados e dos passes milimétricos, suas principais características. Com ascendência asiática, o paulistano Ademir Ueta, ganhou o apelido de China ainda na infância e começou a jogar futebol no Nacional, de Rudge Ramos, depois atuou no Meninos e no Flamengo, ambos de São Bernardo do Campo, onde morava. Gengo, um ex-jogador do Palmeiras e amigo do técnico Mário Travaglini, conhecia o pai de China, Sukao, e indicou o garoto para testes no Parque Antártica.

Defendendo o Verdão, arrebentou no Paulista Juvenil, e foi convocado por Mário Travaglini para disputar o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, no Mineirão, em Belo Horizonte, realizado em fevereiro de 1967. Na estréia, já deixou seu cartão de visita, fazendo um dos gols na vitória paulista por 3 a 1 sobre Pernambuco. Depois, marcou mais seis, no massacre de 9 a 0 sobre o Amapá, e teve participação fundamental nos 3 a 0 contra os mineiros, anotando o terceiro tento. Na final, São Paulo ganhou do Rio de Janeiro por 1 a 0. Em grande fase, foi relacionado pelo técnico Antoninho para atuar na Seleção Brasileira de Amadores (sub-20), que disputou o Campeonato Sul-Americano, no Paraguai. Depois, o técnico Alfredo Gonzales passou a convocá-lo com freqüência para os jogos do time principal do Palmeiras, que contava com Dudu, Ademir da Guia, Djalma Santos, Servílio, Tupãzinho, Artime, Valdir Joaquim de Moraes, Cabralzinho e outros monstros sagrados da velha “Academia de Futebol”.

Estreou entre os profissionais na vitória de 3 a 1 sobre o Estudiantes de La Plata, da Argentina, dia 7 de maio de 1968, ao entrar no lugar de Servílio, no segundo jogo da semifinal da Libertadores. Na partida de ida, os argentinos haviam vencido por 2 a 1. Os platinos também ganharam o jogo desempate por 2 a 0, em Montevidéu, eliminando o Alviverde. Ainda novato entre as estrelas, China foi escalado por Gonzales para o jogo diante do Santos, domingo, dia 19 de maio de 1968, pela antepenúltima rodada do Paulistão. A equipe palmeirense já não tinha mais chances de conquistar o título, mas recebera uma mala preta, oferecida pelo Corinthians, único que podia tirar o caneco do Peixe. Logo no primeiro minuto da etapa complementar, China abriu o placar para o Verdão. Não demorou para o Santos reagir. Edu empatou aos 9, Pelé virou o marcador aos 14 e Toninho completou o resultado, aos 21 minutos. Final, 3 a 1 para a equipe santista, campeã em cima do Palmeiras, que terminou em 11º lugar entre os 14 participantes, à frente apenas de América, Juventus e Comercial.

Quando estava se firmando no Palestra Itália, precisou deixar o time para atender novo chamado da Seleção Brasileira. O time de “brotos” do Brasil conquistou o título do Torneio Pré-Olímpico da Colômbia e se classificou para a Olimpíada da Cidade do México, em 1968. Na competição azteca, o Brasil ganhou de 2 a 1 da Espanha, empatou em 1 a 1 com a Nigéria e perdeu de 3 a 1 para o Japão, caindo na primeira fase. A Hungria foi campeã olímpica no futebol, com a Bulgária faturando a prata e os japoneses, o bronze. “Os outros países levavam seus principais jogadores e o Brasil participava com novatos (sub-20)”, diz China.

Jogou em Portugal e na Venezuela
Após passar por Guarani, Marília, Catanduvense e Aliança Clube, China acertou com o Marítimo de Portugal. O clube da Ilha da Madeira comprou o passe dele junto ao Aliança de São Bernardo. “Fiquei dois anos atuando na Primeira Divisão do futebol português”, informa o meio-campista, que retornou ao time de Catanduva em 1981. “Perdemos a final da Intermediária (acesso ao Paulistão) para o São José, que subiu.” Só o campeão era promovido. Naquela época, já conciliava o futebol com o comércio de defensivos agrícolas, que abriu na Cidade Feitiço e possui até hoje. Mesmo assim, ainda se aventurou durante oito meses no Deportivo Português, da Venezuela. “Alguns dirigentes do clube venezuelano eram da Ilha da Madeira e não tive como recusar a oferta deles.” Jogou mais um ano no Grêmio e, em 1983, já no final da carreira, disputou o Paulista da Terceira Divisão pelo Monte Alto. “Só treinava à noite, duas vezes por semana”, diz. Casado com Fábia Zancaner, China é pai de Fabiano, Thaís, Rafael e Lara. Rafael Ueta, aliás, segue os passos do pai. Há cinco anos, ele atua na Ponte Preta.

Lesão e Exército atrapalham planos
Depois da temporada brilhante em 1968, China viveu um drama no ano seguinte. Ele tinha uma atrofia na perna direita em razão de uma fratura sofrida na adolescência, que necessitava de tratamento freqüente. Porém, retornou da seleção olímpica com uma luxação na clavícula e os médicos passaram a cuidar da contusão nova e “esqueceram-se” da antiga. Para agravar a situação, teve que prestar o serviço militar. E na época da ditadura não havia moleza pra ninguém. “Explicava o meu problema ao capitão Juarez, mas ele achava que era desculpa para eu ser dispensado e não me liberava”, recorda. Recuperou-se, cumpriu sua obrigação com o Exército, mas perdeu espaço no Palmeiras em razão do longo período afastado.

Acabou emprestado ao Náutico do Recife, em 1970. No ano seguinte, foi cedido ao Grêmio Catanduvense, finalista do Paulista da Segunda Divisão. “Na última rodada da fase decisiva, já estávamos eliminados, mas ganhamos do Rio Preto, que ainda tinha chances, por 1 a 0”, relembra. Disputou parte do Paulistão de 1972 pelo Guarani e no segundo semestre transferiu-se para o Marília. Posteriormente, retornou ao Catanduvense, desta vez, em definitivo. Em 1974, o time de Catanduva foi campeão da Segunda Divisão, mas a Lei de Acesso havia sido suspensa pela Federação Paulista de Futebol. China ficou no Grêmio até 1975. Treinou dois meses no Boca Juniors, da Argentina, em 1976, mas o prazo de inscrição para o campeonato nacional já havia terminado. Depois, chegou ao quadrangular decisivo da Divisão de Acesso, com o Aliança Clube, de São Bernardo do Campo. Quem subiu foi o XV de Jaú. Santo André e Barretos eram os outros finalistas.


Em pé: Murilo, Ubirajara, Onça, Zanata, Reyes e Tinteiro
Agachados: Buião, Chiquinho, Caio, Fio Maravilha e Caldeira.

João Batista de Sales, o Fio Maravilha, ex-atacante do Flamengo, que ficou famoso mais pela música composta em sua homenagem por Jorge Benjor, em 1973, do que pelo seu futebol folclórico e desengonçado, vive desde 81 nos Estados Unidos, exatamente na Costa Oeste. Lá, em São Francisco, Califórnia, ele sempre trabalhou como entregador de pizzas. E é o que continua fazendo. "Nunca fui dono de pizzaria em São Francisco, infelizmente", frisa o ex-atacante mineiro do Flamengo e irmão de Germano, ex-ponta do Flamengo, do Milan e do Palmeiras, já falecido.

Nascido na cidade de Conselheiro Pena (MG), no dia 19 de janeiro de 1945, Fio Maravilha defendeu além do Flamengo, no Brasil, o Paysandu, o Ceub (DF), Desportiva (ES) e São Cristóvão (RJ). Nos Estados Unidos, o atacante jogou por New York Eagles, Monte Belo Panthers e San Francisco Mercury.

Em entrevista a jornalista Wania Westphal, do Jornal da Tarde, Fio Maravilha disse que chegou a se arrepender de ir jogar futebol nos Estados Unidos.

"Falavam que o futebol estava crescendo, que ia ser legal, mas não foi nada disso. Primeiro fui para o New York Eagles, joguei uns meses. Depois para um time de Los Angeles, o Monte Belo Panthers, também durante uns quatro meses. Aí apareceu o Mercury, de São Francisco, onde joguei um mês e pouco, em 79, e foi quando acordei: acho que já é bom parar", falou Fio. 

Até hoje, o ex-atacante disse que se arrepende de ter entrado em uma batalha judicial com Jorge Ben Jor. O cantor foi processado por Fio, que exigia o pagamento de direitos autorais.

"Eu tinha um amigo advogado que perguntou: - Escuta, o Jorge Ben falou com você, pediu autorização? - Disse que não e ele perguntou se tinha algum problema procurar o Jorge Ben, porque podia ser até que eu ganhasse alguma coisa. Disse que não via problema. Aí, ele o procurou várias vezes, mas não foi atendido. Acho que a imprensa descobriu e já saiu falando do processo. Pedi ao advogado para parar com isso, mas ele disse que não dava mais. Eu nem sabia do processo, não queria nada disso", disse Fio à jornalista. O atacante foi derrotado na Justiça e acabou sendo obrigado a pagar os honorários do advogado do compositor. Mesmo assim, Jorge Ben Jor passou a cantar "Filho Maravilha" porque não queria sequer mencionar o nome do novo desafeto.

A letra original, composta em 1972, foi inspirada em uma jogada genial de Fio Maravilha em um amistoso do Flamengo contra o Benfica, no Maracanã. Como aconteceu nos anos 2000 com o baiano Obina, a torcida rubro-negra começou a gritar o nome do xodó Fio. Zagallo prontamente atendeu o pedido. Aos 33 minutos do segundo tempo, o ex-atacante marcou um golaço. O lance virou música. 

Confira a letra

Foi um gol de anjo um verdadeiro gol de placa
Que a magnética agradecida assim cantava
Foi um gol de anjo um verdadeiro gol de placa
Que a magnética agradecida assim cantava

Fio maravilha, 
Nós gostamos de você
Fio maravilha, 
Faz mais um pra gente ver 

E novamente ele chegou
Com inspiração 
Com muito amor, com emoção, com explosão em gol
Sacudindo a torcida aos 33 minutos
Do segundo tempo

Depois de fazer uma jogada celestial em gol
Tabelou, driblou dois zagueiros
Deu um toque driblou o goleiro
Só não entrou com bola e tudo
Porque teve humildade em gol

Foi um gol de classe onde ele mostrou
Sua malícia e sua raça
Foi um gol de anjo um verdadeiro gol de placa
Que a magnética agradecida assim cantava

Fio maravilha, 
Nós gostamos de você
Fio maravilha, 
Faz mais um pra gente ver

Só em duas coisas Fio Maravilha mudou: está muito barrigudo e há muito tempo cuidou para muito melhor de seu ideal, principalmente dos dentes. Quando começou no Flamengo, Fio só tinha os dois caninos e era conhecido como Fio Vampiro.

Números de Fio no Flamengo
Com a camisa do Flamengo, Fio fez 281 jogos (124 vitórias, 88 empates e 69 derrotas) e marcou 77 gols, segundo o "Almanaque do Flamengo", de Roberto Assaf e Clóvis Martins. 

quarta-feira, 27 de maio de 2009

C.R. Vasco da Gama

Em pé: Dino, Eli do Amparo, Berascochea, Augusto, Rodrigues, Rafagnelli e o técnico Ondino Vieira
Agachados: o massagista Mário Américo, Santo Cristo, Ademir de Menezes, Isaías, Jair Rosa Pinto e Chico
Crédito: www.miltonneves.com.br

Esquadrão vascaíno do expresso da vitória campeão carioca de 1945 ao empatar com o Flamengo.

Ondino Viera
Foi um treinador uruguaio de futebol que nasceu em Montevidéu no dia 10 de Novembro de 1901 e faleceu na mesma cidade em 28 de junho de 1997.

Um dos técnicos de mais longa carreira da história do futebol sul-americano.Começou a se destacar no River Plate, com qual foi bi-campeão argentino em 1936/37.

Mas foi no futebol brasileiro, mais especificamente no carioca, que militou com muito destaque, trazendo inovações táticas e sendo muito lembrado na história do Clube de Regatas Vasco da Gama por ter introduzido a faixa na camisa do clube cruzmaltino.

No Rio de Janeiro treinou além do Vasco as equipes do Botafogo, Fluminense e Bangu.Em seu país natal dirigiu as duas principais equipes: Peñarol e Nacional.

Foi o treinador da Celeste Olímpica na Copa do Mundo de 1966. Era pai do futebolista Milton Viera,que atuou no mundial da Inglaterra.

Títulos
Campeão argentino em 1936 e 1937 com o River Plate.
Campeão carioca com o Fluminense em 1938, 1939 e 1941.
campeão carioca com o Vasco da Gama em 1945.
campeão uruguaio com o Nacional em 1955, 1956 e 1957.

Fonte: wikipedia

Londrina E.C.

Em pé: Lauro, Paulo Rogério, Pontes, Fio, Raimundo, Plínio, Dirceu, Arenghi e Toquinho
Agachados: Nino, Paraná, Carlos Alberto Garcia, Natal, Bosco, Anderson, Marco Antonio e Leocádio.
Crédito: www.miltonneves.com.br

Esquadrão do Londrina em 1976 com jogadores que passaram por grandes clubes brasileiros como Lauro que jogou no Cruzeiro, o goleiro Paulo Rogério com passagens por Corinthians e América do Rio de Janeiro e o atacante Carlos Alberto Garcia, grande ídolo do Londrina que passou por Vasco da Gama e Corinthians.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Arsenal F.C.

Em pé: Forbes, Daniel, Swindin, Barnes, Macauley e Smith
Agachados: McPherson, Logie, Rooke, Lishman e Vallance.

Esquadrão do Arsenal em amistoso no estádio São Januário em 1949 no jogo Vasco 1x0 Arsenal.

Na noite de 25 de maio de 1949, uma quarta-feira, São Januário recebeu o maior público de sua história, no amistoso entre o Vasco e o Arsenal. Havia vários motivos para tanto interesse. 

O famoso clube londrino, um dos mais tradicionais e populares da Inglaterra, fundado em 1886 e várias vezes campeão inglês, havia se sagrado mais uma vez campeão na temporada de 1947/48 e era exaltado como um dos melhores times do mundo. Nunca antes um clube tão poderoso e respeitado do velho continente tinha feito uma excursão ao Brasil, quanto mais da Inglaterra, que tinha a aura de inventora do futebol. É verdade que várias equipes inglesas já tinham visitado o Brasil, mas quase todas eram ou compostas de tripulações de navios ingleses (que no princípio do século XX costumavam aplicar goleadas homéricas nos times brasileiros), combinados amadores, ou, no máximo, clubes de segunda divisão para baixo. O próprio Vasco, em 1948, já havia derrotado o Southampton, que na época disputava a segunda divisão inglesa, por 2x1, em São Januário. Mas nenhuma daquelas equipes chegava perto do calibre do Arsenal e não causaram a menor sensação. 

Súmula do jogo
VASCO DA GAMA 1 X 0 ARSENAL-ING 
São Januário, quarta-feira, 
Data: 29 de maio de 1949. 
Horário: 21 horas (1º tempo: 21h05min; 2º tempo: 22h06min.) 
Renda: CR$ 1.146.500,00 
Público: 45.000 pagantes (aproximadamente) 
Árbitro: Cyril John Barrick 
Auxiliares: Mário Vianna e Alberto da Gama Malcher 
Gol: Nestor aos 33’ do 2º tempo. 
VASCO: Barbosa, Augusto, Sampaio; Ely, Danilo, Jorge; Nestor, Maneca, Ademir, Ipojucan (Heleno 14'/2ºT) e Tuta (Mário 14'/2ºT). Técnico: Flavio Costa. 
ARSENAL: Swindin, Barnes, Smith; Macaulay, Daniel (Fields 30'/1ºT), Forbes; McPherson, Logie, Rooke, Lishman e Vallance. Técnico: Tom Whittaker. 

Fontes

sábado, 23 de maio de 2009

S.C.Corinthians Paulista

De pé: Ciro (massagista), Saulo (auxiliar), Casagrande, Catanoce, Edmar, Biro Biro, João Paulo e Carlos
Agachados: Edivaldo, Jacenir, Edson, Wilson Mano e Luís Pereira

Esquadrão do Parque São Jorge que perdeu de 2 a 1 para o Grêmio no estádio do Morumbi, domingo, dia 28 de setembro de 1986, pelo Campeonato Brasileiro.

Fluminense F.C.


Da esquerda para a direita: técnico Paulo Emílio, Marinho Chagas, Miranda, Renato, Gildásio, Arthurzinho, Dário, Geraldão, Gilson Gênio, Edevaldo, Pelé e Rubens Galaxie.

Esquadrão do tricolor em 1978 contando com Pelé na equipe.

Maior jogador de futebol de todos os tempos, Pelé vestiu a camisa do Fluminense em uma única ocasião. No dia 26 de abril de 1978, entrou em campo pelo tricolor na Nigéria para ajudar a divulgar uma excursão da equipe por campos africanos.
Naquela tarde, o Flu venceu por 2 a 1 o Racca Rovers, de Lagos. Os gols do time brasileiro foram marcados por Marinho e Artur.