domingo, 24 de outubro de 2010

Nacional F.C.

Em pé: Massagista, Da Silva (Treinador), Lúcio, Jairo, Shell, Nonato, Paulinho Rodrigues e Alamir
Agachados: Marcinho, Cristiano, Joãozinho, Tepa e Baco.

Este é o grande esquadrão do Nacional, campeão mineiro da primeira divisão em 1982. A campanha foi marcada por bons e maus momentos, mais em função do grande equilíbrio entre os participantes do que de fraquezas da equipe. O título só foi assegurado após a vitória do XV, de Uberlândia sobre o Fluminense de Araguari, em partida adiada. A equipe nacionalista tinha como destaques o zagueiro Edson Shell, o atacante Cristiano e, principalmente, aquele que se tornaria um dos maiores médio volantes do futebol brasileiro em sua época, Paulinho Rodrigues, campeão brasileiro com o Bahia em 1988.

sábado, 9 de outubro de 2010

S.E.Palmeiras

1932

Em pé da esq.p/ dir.: Cabeli (téc.), Tunga, Nascimento, Gogliardo,
Loschiavo, Adolfo, Junqueira e o presidente Dante Delmanto.
Agachados: Avelino, Sandro, Romeu, Lara e Imparato.

Palmeiras Campeão!

A revolta constitucionalista de 1932, em que os paulistas se opuseram ao governo federal, paralisou o campeonato paulista por quatro meses, de julho a novembro. Por isso, foi disputado em apenas um turno. Isso facilitou a tarefa do Palestra, que venceu todos os adversários e realizou aquela que, ainda hoje, é a última "campanha perfeita"da história da competição.

Campanha: 11 jogos, 11 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 22 pontos.
48 gols pró e 8 gols contra.

Campeonato Paulista:

Colocação final: 1º lugar.

O jogo do título:

Palestra Itália 3 x 0 Portuguesa

Local: Rua Cesário Ramalho
Data: 20/11/1932
Juiz: Antônio Sotero de Mendonça
Gols: Avellino (25min) e Romeu (30min) no 1º tempo;
Romeu (10min) no 2º tempo.
Palestra Itália: Nascimento; Loschiavo e Junqueira; Tunga, Gogliardo e Adolfo;
Avellino, Romeu, Sandro, Lara e Imparato.
Portuguesa: Valdemar; Raposo e Machado; Pixo, Barros e Xaxá;
Teixeira, Dimas, Russinho, Pasqualino e Luna.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sporting CP

Em pé: Octávio Barrosa, Álvaro Cardoso, José Manuel Martins (Director), Kelly (???), Canário, Veríssimo, Manuel Marques (Massagista) e Azevedo.
Agachados: Manuel Marques, Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos, e Albano.

Taça Latina / Final 1948/49 - Barcelona 2 x 1 Sporting

Taça Latina foi uma competição europeia de futebol, realizada entre 1949 e 1957, disputada pelos campeões de Portugal, Espanha, França e Itália. A competição teve um grande prestígio por ser a primeira competição internacional europeia que enfrentava os campeões dos países latinos. A Taça Latina disputou-se em cada ano em sedes ou locais diferentes, num dos quatro países representados. Um sorteio decidia os emparelhamentos das meias-finais. Os vencedores das semi-finais disputavam a final. Os derrotados disputavam o jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares. A competição extinguiu-se em 1957 por força da consolidação da Taça dos Campeões Europeus, criada em 1955.

O Sporting esteve em 4 das 9 edições da Taça Latina: 48/49 - Finalista vencido; 50/51 - 4º Lugar; 51/52 - 4º Lugar; 52/53 - 3º Lugar. No ano em que o Sporting conquistou o Tetra-campeonato na época de 1953/54 esta competição não se realizou. O registo leonino durante as 4 presenças nesta competição resultou nos seguintes dados; 9 jogos - 2 vitórias - 1 empate - 6 derrotas - 21 golos marcados e 25 golos sofridos.

O melhor registo do Sporting foi precisamente na 1ª edição da Taça Latina, disputada em Madrid, o Sporting começou por ganhar ao Campeão Italiano, o Torino, que devido ao acidente aéreo que vitimou parte daquela grande equipa, uns meses antes, actuou desfalcado. Peyroteo, garantiu o jogo da final ao apontar os 3 golos da vitória, ficando o resultado final em 3-1.

Na Final, e jogando em casa, os Espanhóis do Barcelona não facilitaram, mesmo assim o Sporting nunca virou cara a luta, e já perto do final do jogo e com tudo para levar o jogo para prolongamento Jesus Correia de baliza aberta, falha uma incrível oportunidade. Azevedo foi considerado o homem do jogo por ter prolongado o mais que pôde a derrota leonina. Outro infortúnio nesta final foi Peyroteo ter jogado lesionado. Deixamos abaixo o onze titular dessa final.

BARCELONA 2 - SPORTING 1
Estádio Metropolitano (Madrid, Espanha - 3 de Julho de 1949
Arbitrado por "Idez" (França)
SPORTING: João Azevedo (GR), Octávio Barrosa, Juvenal Silva, Carlos Canário, Manuel Marques, Veríssimo, Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos, Albano / Treinador: Cândido de Oliveira
Gol: Jesus Correia 22 min.


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A.A.Ponte Preta

Em pé: Carlos, Juninho, Nenê, Humberto, Odirlei e Toninho Oliveira
Agachados: Serginho, Marco Aurélio, Oswaldo, Dicá e João Paulo

Dicá
Mestre que é mestre nunca se cansa de passar sua sabedoria aos outros; e esses ensinamentos podem vir através de cobranças de faltas precisas, chutes fortes e colocados, garra, humildade, suor e vibração, muita vibração. É por tudo isso que a torcida da Ponte Preta faz questão de manter acesa e brilhando a estrela do maior jogador da história do clube, Oscar Sales Bueno Filho, o inesquecível Mestre Dicá.

Garoto levado, que preferia nas peladas de rua na cidade de Campinas jogar no time dicá e não no dilá, por puro charme, ganhando o apelido que iria torná-lo para sempre respeitado nos gramados brasileiros. Jogando e encantando no Santa Odila, clube varzeano da cidade, foi levado em 1966 para defender a Ponte Preta. A estrela meteórica participou de apenas sete jogos pela equipe de juniores da Macaca e foi logo integrado ao time principal, com 19 anos de idade. Começava ai uma linda história de amor entre um craque e um clube.

A camisa da Ponte Preta parecia inspirar ainda mais o talento de Dicá: jogando na meia direita e com liberdade para criar as jogadas do ataque pontepretano, ele foi responsável por uma reforma estrutural no time do Moisés Lucarelli. Antes de Dicá, a Ponte teimava em contratar jogadores famosos e experientes, mas com este camisa 10, a diretoria do clube implantou uma nova filosofia para conquistar títulos acreditando nos novatos. O resultado foi o respeito e a projeção do clube no cenário futebolístico paulista e nacional e o Acesso à Primeira Divisão do Campeonato Paulista em 69.
.
Em 71, Dicá teve uma passagem discreta no Santos de Pelé, Clodoaldo, Carlos Alberto, Rildo, Edu e Cejas. Mesmo tendo poucas oportunidades de mostrar suas habilidades, nada mal para um jovem jogador, que recebeu elogio até do Rei do Futebol: "Durante uma partida em Recife contra o Sport me sai muito bem e assim que terminou o jogo o Pelé me chamou de lado e me entregou sua camisa, dizendo que era um prêmio por ter sido o melhor jogador em campo e responsável pela vitória santista. Aquilo me emocionou muito, afinal, era o Pelé", recorda.

Mas era apenas na Macaca que Dicá justificava o futebol que o transformou em Mestre: quando foi defender a Lusa (72-76), amargurou o banco de reserva e assim como no Peixe, era escalado como meia esquerda, com os técnicos pedindo para que o craque desse combate, que se preocupasse em defender, e não atacar. Por isso, parecia mesmo sina brilhar com a camisa 10 da Ponte Preta: "Sabe como eu jogava nesse time? Era dali pra frente. Sem preocupação de voltar muito, até a área da gente, sem ser obrigado a marcar o tempo todo, correndo atrás do adversário, mais preocupado em não deixar fazer do que fazer. O que me prejudicou nas outras equipes foi esse negócio de mudar a maneira de jogar: eles queriam que eu jogasse da minha área até o meio do campo. Só até ali. Quer dizer, exatamente o contrário do que eu estava acostumado a fazer e do que eu gostava", explica Dicá, que também assistiu de camarote uma transferência sem sucesso para o Fluminense.

Se teve um capricho extracampo que Dicá nunca fez questão de negar foi o gosto por uma boa cerveja. Enquanto muitos achavam que o jogador perdia a forma física ideal de brilhar dentro de campo, o meia se defendia: "Quem é que, gostando, deixa de tomar sua cervejinha e seu vinho? Só mesmo o mentiroso. Eu gostava e tomava mesmo. Ainda tomo, como sei que a maioria toma. O importante não é tomar na frente dos outros, fazendo às escondidas. O certo é não se ir além do normal. É não passar daquele limite que não faz mal".

Mas e os títulos? O time da Ponte Preta comandado por Dicá era uma verdadeira máquina, tamanho o brilho e o toque encantador nas jogadas que resultava nos gols da equipe. Mas se tem uma tristeza que o Mestre guarda é não transformar em pó a angústia dos torcedores da Macaca por não conquistar o título dos Campeonatos Paulistas de 70,77,79 e 81. Era sempre um lance, um nervosismo a mais, uma falta de experiência, uma marcação individual, um juiz que atrapalhava e deixava a Ponte com o vice-campeonato.

Na decisão de 79, contra o Corinthians, era clara a irritação de Dicá contra o zagueiro Caçapava, uma sombra dentro de campo, escalado pelo técnico Osvaldo Brandão para impedir o Mestre de armar as jogadas da Macaca: "Caçapava suma do meu lado e procure jogar sua bola sem ser carrapato. Tenha um pouco de vergonha e mostre alguma coisa para a sua torcida", era lição que o professor com estilo próprio e inconfundível dava, desesperado com a marcação que recebia do zagueiro corintiano, na decisão vencida pelo Corinthians.

Mas se o que realmente importa é o troféu de campeão, Dicá conquistou o Campeonato Paulista de 73, defendendo a Lusa, que ficou com o título daquele ano com o Santos.

Em uma coluna escrita para o jornal A Gazeta Esportiva do dia 15 de maio de 98, o Mestre Dicá afirmou: "O jogador cerebral está em extinção, se é que já não foi extinto. Jogadores como Gérson, Rivelino e Ademir da Guia já não existem mais". Saudoso por jogadores e jogadas brilhantes, Dicá sabia exatamente que essa grande safra também foi responsável pela sua maior frustração como atleta: nunca ter sido convocado para defender a seleção brasileira de futebol.

Ele sabia que por mais que se destacasse e se esforçasse, o Brasil tinha apenas uma seleção, e inúmeros craques. "Eu tive essa ilusão. Já cheguei a me abater por não ter sido lembrado para a seleção e ficar horas em profunda depressão emocional. Mas nada como a seqüência dos jogos e campeonatos para nos fazer voltar à rotina de nossa profissão e esquecer as decepções". Só mesmo um Mestre como Dicá para aceitar com tanta humildade o que a cartilha do futebol escreveu em sua história.

Fonte: http://almalusa.net

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

C.A. River Plate


Esquadrão do River Plate em 1941

Em pé: Yacono, Vaghi, Rodolfi, Barrios, Cadilla e Ramos
Agachados: Muñoz, Moreno, D'Alessandro, Labruna e Pedernera

Era a chamada "La Máquina". Uma das maiores equipes da história do futebol argentino.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

G.E.Brasil


O Grêmio Esportivo Brasil de 1954.
Em pé: Galego,Suli, Tibiriça, Seara, Jari, Miguel, Dario, Osvaldo, Duarte e Carlucio.
Agachados: Nenê, Gitinha, Mortoza, Caizé, Negrito, Bentinho, João Borges e Joaquinzinho.


Suli Cabral Machado começou nos juvenis do G.E.Brasil e, em 1954, com 15 anos de idade apenas já figurava entre os campeões da cidade pela categoria de profissionais na reserva de Caruccio. Era o astro que surgia. Goleiro de ótima colocação, logo se impôs a admiração do público. Foi também campeão pelo G.E.Brasil em 1955 e no ano seguinte seguir com o Xavante como titular para a longa e gloriosa "Excursão às Américas". "Saiu grande e voltou maior", juntamente com seus companheiros de jornadas inesquecíveis. Ganhou cancha na excursão e acabou transferindo-se para o Aimoré de São Leopoldo. Mais perto assim da capital logo despertou a cobiça do Grêmio e acabou no estádio Olímpico, formando ao lado de Airton e Enio Rodrigues um extraordinário trio final.

Seu nome continuou crescendo e atravessando as fronteiras do estado e Suli acabou defendendo a meta do São Paulo F.C. da capital do grande estado brasileiro. Extraordinárias exibições, muitos louros. Enfrentou Pelé, o incomparável e outros grandes valores do futebol brasileiro, alguns ainda em grande forma. Foi cedido, depois, por empréstimo a clubes do interior bandeirante e acabou voltando aos pagos e incorporando-se novamente ao G.E.Brasil, clube onde surgiu para o futebol.

sábado, 7 de agosto de 2010

A.C.Milan

Em pé: Maldini, Mora, Ferrario, Benitez, Amarildo, Trapattoni.
Agachados: David, Pelagalli, Ghezzi, Lodetti, Fortunato

Esquadrão do Milan vice-campeão italiano da temporada 1964/1965.

MILAN (ITA) 1 X 1 CATANIA (ITA)
Data: 13/09/1964
Campeonato Italiano
Local: San Siro / Milão
Gols: Lodetti 01, Facchin 90
Arbitro: Varazzani
MILAN: Ghezzi, Noletti, Pelagalli, Benitez, C. Maldini, Trapattoni, Mora, Salvi, Amarildo, Lodetti, Fortunato / Técnico: Liedholm
CATANIA: Vavassori, Lampredi, Rambaldelli, Fantazzi, Bicchierai, Magi, Danova, Biagini, Calvanese, Cinesinho, Facchin / Técnico: Di Bella

MANTOVA (ITA) 0 X 4 MILAN (ITA)
Data: 20/09/1964
Campeonato Italiano
Local: Mantova
Gols: Mora 25, Jonsson contra 52, P. Ferrario 54 e 78
Arbitro: Francescon
MANTOVA: Zoff, Scesa, Varoli, De Paoli, Tarabbia, Pini, Volpi, Jonsson, Taccola, Correnti, Tomeazzi / Técnico: Montez
MILAN: Ghezzi, David, Pelagalli, Benitez, C. Maldini, Trapattoni, Mora, Lodetti, Amarildo, P. Ferrario, Fortunato / Técnico: Liedholm

LANEROSSI (ITA) 2 X 3 MILAN (ITA)
Data: 27/09/1964
Campeonato Italiano
Local: Vicenza
Arbitro: Sbardella
Gols: Amarildo 51 e 55 , Mora 64, Dell'Angelo 69, Vinicio 76
LANEROSSI: Luison, Zoppelletto, Savoini, Volpato, Carantini, Stenti, Vastola, Menti, Vinicio, Dell'Angelo, Campana / Técnico: Scopigno
MILAN: Ghezzi, Noletti, Pelagalli, Benitez, C. Maldini, Trapattoni, Mora, Lodetti, Amarildo, P. Ferrario, Fortunato / Técnico: Liedholm